Justiça americana pode mandar Paris Hilton de volta à prisão

Após três noites na prisão, ela havia sido liberada para cumprir prisão domiciliar

Agencia Estado

12 Junho 2007 | 03h17

A Justiça de Los Angeles intimou a socialite Paris Hilton a comparecer à corte nesta sexta-feira, 8, para saber se voltará ou não para a prisão. O site de fofocas TMZ.com divulgou nesta tarde uma foto em que a herdeira da rede de hotéis Hilton aparece aparentemente chorando dentro de um carro de polícia. Segundo o site, Paris se desesperou provavelmente prevendo o dia nada fácil que terá de enfrentar. A celebridade, herdeira dos hotéis Hilton, deixou o cárcere na quinta-feira, após cumprir apenas três dias de uma sentença de 45 dias de prisão por desrespeitar uma sentença anterior. Paris Hilton recebeu uma etiqueta eletrônica e foi enviada à sua casa sob a condição de que permaneça sob prisão domiciliar até o fim da sentença. Mas a decisão de liberar a socialite foi seguida de críticas. Hilton é esperada em uma corte de Los Angeles às 9 horas desta sexta-feira (13h de Brasília), onde terá uma audiência com o juiz Michael Sauer, que a sentenciou à prisão no início de maio. Críticas Depois de apenas três dias de sentença, o xerife Lee Baca resolveu soltar Paris Hilton em virtude do estado emocional em que ela se encontrava. Os detalhes não foram passados à imprensa por "motivo de privacidade", disse o xerife. Mas ele adiantou que ela não havia recebido nenhum tratamento especial. O ativista por direitos civis Al Sharpton criticou a decisão, e acusou um "duplo critério" no sistema legal americano. "Esta soltura antecipada dá a impressão do favoritismo econômico e racial constantemente citado pelas pessoas pobres e de cor", ele disse. "Há diversos casos de pessoas que têm de suportar o encarceramento em condições ruins e até com problemas de saúde, e não são soltas." Já a procuradoria de Los Angeles entrou com uma ação pedindo que o xerife que soltou Paris Hilton seja punido por desobedecer a orientação da Justiça. "A decisão em relação a soltar antecipadamente e colocar uma etiqueta eletrônica na senhorita Hilton deveria caber ao juiz Sauer, e não ao departamento do xerife", ele disse. Mas o advogado civil Christopher Murray, de Nova York, disse que a prisão domiciliar era mais apropriado para o caso da socialite. "Condenar Paris Hilton por um período longo foi exemplo de uma celebridade sendo tratada de maneira mais dura que uma pessoa normal", ele afirmou. Texto atualizado às 9h48.

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