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Historiador do Oriente Médio Fouad Ajami morre aos 68 anos

REUTERS

23 Junho 2014 | 19h 15

Fouad Ajami, um escritor prolífico que se tornou um dos mais proeminentes historiadores do Oriente Médio, morreu no domingo aos 68 anos, informou a Universidade Stanford.

Ajami, muçulmano xiita nascido no Líbano que emigrou aos Estados Unidos em 1963, morreu depois de uma batalha contra um câncer, disse a Instituição Hoover, da universidade, onde tinha uma cátedra.

Autor de cerca de 400 ensaios sobre política árabe e islâmica, política externa norte-americana e história internacional contemporânea, Ajami liderou pesquisas que demarcam os eventos que levaram aos ataques de 11 de setembro de 2001 contra os Estados Unidos, à guerra do Iraque e à presença norte-americano no mundo árabe-islâmico, informou o comunicado.

Editor contribuinte da revista News and World Report e membro do Conselho de Relações Exteriores, Ajami também era uma figura familiar no noticiário televisivo, incluindo na CNN, onde frequentemente debatia temas relacionados ao Oriente Médio.

“Ele era um grande intelecto, cheio de graça e compaixão”, disse o âncora Anderson Cooper, da CNN, no Twitter. "Era um estudioso maravilhoso e um ser humano adorável."

Entre os seus livros estão "The Arab Predicament", "Beirut: City of Regrets", "The Dream Palace of the Arabs" e "The Foreigner's Gift".

(Reportagem de Chris Michaud)