Graciliano: 'Leitura da massa é folhetim'

Em entrevista de 1944, incluída na reedição de sua biografia, o autor fala do próprio ofício

ERNESTO LUIZ MAIA,

19 Outubro 2012 | 20h45

Os escritores no Brasil parece que são intermitentes. De repente escrevem muito numa média de um livro por ano e depois somem por um tempo indeterminado. É lógico que nos referimos aos escritores não bissextos, isto é, àqueles que mesmo longe do público permanecem trabalhando e procuram realizar alguma obra. Mas é preciso fazer também um outro esclarecimento porque a palavra escritor está tomada aqui num sentido restrito, excluindo o trabalhador da imprensa que, evidentemente, não está longe do público em ocasião alguma, podendo, quando muito, ficar irreconhecível atrás de um pseudônimo ou do anonimato. Refere-se mais ao romancista, ao poeta e ao novelista.

Desse modo, distanciado dos escritores, o público não sabe muito o que pensar deles. Cada um vai inventando sua própria explicação que à força de não ser contestada termina por se tornar irrevogável. Inventam-se pontos de vista de fulano e de sicrano, agrupam-se pessoas inteiramente à revelia delas, determinam-se "gerações" literárias e influências diversas num esforço de mera explicação pessoal que não tem, frequentemente, o menor valor positivo. E não é só isso. Na interpretação do conjunto literário cada um de nós vai criando um sistema: isso aconteceu porque o escritor ganha pouco; foi assim porque não se pode escrever sem fazer enormes concessões aos editores; porque há necessidade de climas políticos determinados para a literatura; e por aí vai tudo.

Para corroborar cada um desses pontos de vista levantam-se montanhas de "exemplos" e se prova por A mais B que a literatura foi assim e assado porque houve isso e aquilo.

Quase nunca alguém vai procurar saber a opinião dos próprios escritores a respeito.

Mas há outros fatos também.

Fica-se dizendo que o romancista A é mais popular do que o romancista B e não se cuida ao menos de fixar um conceito sobre o que é popular ou sobre o que deixa de ser.

Para explicar a falta de penetração de muitos escritores na massa vai-se dizendo que é porque eles escrevem sobre misérias de que o pobre está farto. Cada um vem dar a última palavra e ora o analfabetismo, ora a falta de instrução, às vezes o preço dos livros, encontram maior número de adeptos.

E raramente são os próprios escritores (no sentido em que se toma aqui) que dizem o que acham a respeito. Dizem uma vez ou outra, pela boca de uma personagem sua ou num artigo ou entrevista. Mas como as personagens não estão defendendo teses, os artigos são raros e as reportagens difíceis de fazer, vai ficando tudo assim.

Foi por isso que o repórter pensou em entrevistar um escritor representativo para inquiri-lo sobre esses aspectos todos e mais outros. Mas para isso era preciso procurar um escritor e conseguir dele essas respostas todas ou, pelo menos, parte, que mais vale pouco do que nada. O caso é que o repórter não conhecia escritor nenhum e além disso nunca tinha feito reportagem. E se ele quisesse entrevistar um literato qualquer era muito fácil, porque podia ir à Academia e procurar um canastrão aposentado dos que lá existem, doidos por uma entrevistazinha, ou um político manhoso amante do fardão.

Mas o que interessava era saber alguma coisa vinda de alguém que se preocupe com o povo, em cogitar se conseguiu ou não identificar-se com a massa e ser lido por ela.

Foi por isso que a escolha recaiu em Graciliano Ramos. Basta olhar seus romances para ver que ele está com o povo. E quem achar que isso é muito abstrato procure concretização num célebre relatório que ele fez.

O repórter foi, na companhia de um amigo comum, procurar o autor de São Bernardo e fez o possível para fazê-lo falar. Mas Graciliano parece que não gosta de ser entrevistado e pergunta muito mais do que responde. Começou dizendo que não havia motivo que justificasse aquilo e, mesmo depois de aceder, aproveitou todas as ocasiões para despistar e fugir do assunto. E não foi só: muitas vezes falava mas dizia ao repórter que não podia publicar o que estava ouvindo. Foi, portanto, difícil a entrevista. E se não foi, vejamos:

- Pode alguém, no Brasil, viver exclusivamente de escrever?

- Os tabeliães estão aí...

- Bem, eu sei que o Olegário continua vivo... Mas se deixarmos de lado o reconhecimento de firmas e o registro de contratos, o senhor acredita que alguém possa viver como escritor?

- Os jornalistas...

- Quer dizer, então, que podemos falar de uma classe de escritores profissionalmente definida?

- Classe?!!! O que chama você de "classe" de escritores profissionalmente definida? O termo não cabe aqui, mesmo porque enquanto uns literatos servem a uma classe, outros servem a outra (o repórter pensou no Tristão como um tipo e no Jorge Amado como outro)*. Há escritores e nada mais.

- E eles podem encontrar editores sem fazer concessões?

- Os editores não influem. Pode ser que outros fatores muito mais positivos coajam o escritor, mas os editores não. Nunca tive de mudar qualquer trecho de livro porque um editor pedisse. É verdade, porém, que nunca andei atrás de editor para livro meu. Se andasse talvez aparecesse alguma exigência. Mas não conheço nenhum exemplo. Não, os editores não influenciam absolutamente.

Evidentemente, o repórter estava infeliz: depois de uma "blague", uma correção e, depois de uma correção, uma negativa. Era melhor mudar de assunto e arriscar ver se Graciliano acreditava na existência de escritores populares no Brasil.

- Não acredito não. Acho que as massas, as camadas populares, não foram atingidas e que nossos escritores só alcançaram o pequeno burguês. Por quê? Porque a massa é muito nebulosa, é difícil interpretá-la, saber de que ela gosta. Além disso, os escritores, se não são classe, estão em uma classe, que não é, evidentemente, a operária. E do mesmo jeito que não puderam penetrar no povo, não podem dizer o motivo pelo qual não conseguiram isso. Somente um inquérito entre o próprio povo poderia dizer dos motivos, e eis aí ótimo tema para uma investigação. Talvez seja isso mesmo: talvez porque um escritor não sente os problemas como o povo, este não o deixe penetrar nele.

- E o que diria o senhor sobre a questão de tema e tratamento? Eu me explico: será o assunto que afasta o escritor da massa ou o êxito depende muito mais do modo como foi escrito?

- Acho que não é o tema que tem a maior importância. A miséria, por exemplo, pode não dar a quem a trata a mesma impressão que naquele que a sofre.

- Nesse caso porque não foi tratada objetivamente...

- Até pelo contrário. Objetivamente ela pode ter sido. O objeto, a coisa, não está ali dentro do livro? Justamente o que desafinou foi a parte subjetiva. E sem ela não pode haver obra alguma, porque qualquer um só pode escrever o que sente e não o que os outros estão sentindo ou poderiam sentir.

- Somente um proletário pode escrever efetivamente para o proletário?

- Sim. Um burguês só pode fazer contrafação quando trata um tema proletário. Mas eu já lhe disse que o porquê da coisa somente o próprio povo poderia dizer. Como iria eu dizer por que um operário não gosta de um livro, se não sou operário? O que nossos escritores podem alcançar é a pequena burguesia.

- Mas então é lógico que se não foi o tema, foi o tratamento que afastou o povo. É porque as camadas desfavorecidas (com eufemismo e tudo) não têm, ainda, uma instrução suficiente para apreciar uma literatura melhor, admitindo-se, a priori, que o escritor seja bom.

- Você não vai querer dizer com isso que o escritor passe a escrever mal... Ou vai?

- De modo algum, é claro. Mas eu pergunto, então, se o senhor acha que um gênero, uma escola, influi. Se a poesia, por exemplo, tem mais possibilidades do que o romance, entre o povo, ou se é o teatro que reúne maiores condições de êxito.

- Nas massas iletradas, o romantismo é de mais fácil êxito. Mas o que vigora mesmo é o folhetim, que a massa vai aceitando como entorpecente... Olhe bem, eu não estou citando ninguém... Mas o fato é este: o que se lê entre a massa é o folhetim.

- E será que fazem isso porque, segundo querem alguns, o homem que sofre, que passa fome e não tem o que vestir, tem prazer em ler histórias de princesas felizardas que jantam encadernadas em vestidos luxuosos?

- Talvez... Não sei.

- Mas, sobre o gênero, o senhor não acha que, no Brasil, a poesia atingiu mais o povo do que o romance, por exemplo?

- Não vejo isso não. Nenhuma espécie de literatura atingiu ainda entre nós a massa, nem a prosa e nem a poesia. Por que é que você diz isso? O que parece é que a força romântica de uma obra tem influência sobre o povo. Às massas iletradas o romantismo é mais fácil, e Jorge Amado talvez as tenha tocado porque é principalmente um romântico.

O repórter percebeu que a entrevista ia ficando uma correia sem fim por culpa dele mesmo. E ele tinha outros problemas, e outras perguntas, como a de se Graciliano se colocaria em alguma geração literária, se é que se pode usar a expressão. Mas quando Graciliano ia dizendo que não se considerava de nenhuma geração, chegou um amigo e ele teve que levantar.

Apresentações.

Apertos de mão.

Mudanças de lugar.

Foi até bom tudo isso porque deu tempo de anotar alguma coisa. Enquanto isso, o entrevistado perguntava se em Renovação não havia necessidade de um revisor, que ali estava, o recém-chegado, precisando. Chamou, também, Zé Lins do Rego e fez-lhe um pedido parecido.

O "revisor" é um antigo colega de Graciliano, dos tempos em que navegou num braço-de-mar aperreado, como tem de acontecer, de vez em quando, com intelectual honesto no Brasil. Finalmente o amigo do escritor sentou-se ao lado dele e o repórter pôde insistir sobre se há motivos para falar-se em "geração literária". E Graciliano concordou que se pode usar a expressão, se bem que não seja muito clara:

- De vez em quando temos um movimento que marca, como o de 30, por exemplo. Mas esses movimentos não são isolados. De um certo modo o movimento que sucedeu por volta de 30 tem as suas raízes em 22. Mas por que 22? Desde 18 Manuel Bandeira publicara Os sapos, de onde ser claro que é impossível precisar uma data. Aceito que se use o termo para caracterizar essas épocas mais acentuadas de um movimento qualquer. Mas há um tal entrelaçamento e uma tal interpenetração que seria impossível situar com segurança uma dessas gerações.

- Ah! uma coisa... Vive-se por aí a falar de boca cheia de romance social para cá e romance social para lá. Como conceberia um romance social?

- Qualquer romance é social. Mesmo a literatura "torre de marfim" é trabalho social, porque só o fato de procurar afastar os outros dos problemas é luta social.

- Desse modo pode haver um romance social afastado da massa? Pode haver um romance social só da burguesia, por exemplo, e que nada tenha com as demais classes?

- Se fôssemos conceituar romance social como romance do povo, dos problemas do povo etc., só haveria um romance social operário quando escrito pelo próprio operário, como já ficou dito. Mas essa literatura eu não a posso julgar porque não existe. Um escritor pode escrever para a massa e o operário nem o ler. Eu já tentei isso quando escrevi São Bernardo, mas o povo não leu São Bernardo e continuo sem saber por quê. De qualquer modo, o romance social terá que ser sentido e é preciso que o personagem seja o próprio autor.

- E até onde caberiam os dramas íntimos dentro dele?

- Não há limitação para os dramas íntimos. A vida de um pode retratar tudo, um problema inteiro. Mesmo a miséria tem que ser vista segundo o temperamento de cada um. Essa "miséria em si" não pode surgir num romance diretamente, mas apenas através do homem que a sofreu e a interpretou.

- E poderia um escritor manter-se alheio dos problemas do momento, da guerra, do desemprego ou das crises econômicas?

- Não há arte fora da vida, não acredito em romance estratosférico. Logo não pode. O escritor está dentro de tudo que se passa, e se ele está assim, como poderia esquivar-se de influências?

- Quer dizer, então, que a guerra tem influência?

- Tem.

- Mas qual?

- Não vi...

Não se podia atinar com essa influência invisível. Passou-se um prazo em que o repórter insistia no "qual" e Graciliano no "não vi". Finalmente ele esclareceu ser evidente a influência da política. Mas o que é impossível precisar é até que ponto uma revolução artística está condicionada por uma revolução política ou social. Explica mesmo que não se pode dizer qual a influência da Revolução Francesa no Romantismo, porque as raízes do movimento romântico são mais remotas do que a Grande Revolução. E o mesmo raciocínio poderia ser estendido a todas as correntes literárias ou artísticas.

Graciliano continuou falando, mas se negando sempre a dizer quais seriam as influências da guerra sobre a literatura:

- Eu só posso dizer as influências quando ler os livros, e essas obras de após-guerra ainda não foram escritas... Além disso, não sabemos quais serão os rumos políticos do mundo quando vier a paz. Se houvesse, por exemplo, em certos países da Europa uma mudança de regime, podia ser que isso prejudicasse a literatura, porque o clima favorável para seu desenvolvimento é a liberdade.

- Quer dizer então que o clima melhor para a literatura é esse clima de "paz social" como querem alguns? O clima do liberalismo inglês...

- De certo modo sim, já que permite a liberdade. Eu não admito literatura de elogio. O liberalismo ao menos permite uma liberdade relativa. Quando uma ala domina inteiramente, a literatura não pode viver; pelo menos até que haja mais necessidade de coagir, o que significa liberdade outra vez. O conformismo exclui a arte, que só pode vir da insatisfação. Felizmente para nós, porém, uma satisfação completa não virá nunca.

De assunto em assunto Graciliano tinha chegado às portas de um tema interessantíssimo. Houve geração logo depois de 30, tinha havido outra por volta de 20 e, no entanto, a geração atual é muito pobre em representantes. Evidentemente, não se está a dizer por isso que de dez em dez anos, numa intermitência matemática, tenha de aparecer uma leva original de escritores. O repórter talvez pudesse dar a sua explicação, mas o que interessaria no momento era a opinião do autor de Vidas secas:

- Por que há poucos representantes da última geração? Por várias razões, como as dificuldades econômicas e outras que podem nada ter de literárias, mas não vejo que haja assim tão poucos representantes.

- O senhor não acha que os escritores da geração de 30 apareciam mais como escritores do que feito esperanças e que, agora, os que surgem são mais esperanças do que escritores?

- Não se deve menosprezar a atual geração. Em 30 havia uma estagnação quando surgiram vários escritores. Depois do movimento de 22 voltara-se a uma geral calmaria literária e foi quando surgiram vários escritores. Talvez o sucesso deles não fosse o mesmo hoje. Quem escrevia antes de 30? Quase ninguém... Hoje o número de escritores aumentou muito e é mais difícil aparecer. É preciso também não esquecer a questão do ambiente que a revolução trouxe e que favoreceu o surto literário pela agitação de certos problemas. No entanto, depois de uns livros bons, os mesmos autores começaram a repetir-se. Jorge Amado, que vai subindo até Jubiabá, cai depois dele. O mesmo acontece no Ciclo da Cana do Zé Lins. Podemos então admitir uma superioridade intrínseca dos escritores de 30 sobre os atuais? Depois dessa queda veio a guerra, e parece que está começando um novo clima. Ultimamente saíram três grandes romances: Terras do sem fim e São Jorge de Ilhéus, de Jorge Amado, e Fogo morto, de José Lins.

Graciliano, que considera o segundo livro de Jorge Amado melhor do que o primeiro, continuou a dizer várias coisas sobre livros e escritores, assinalando também que não vê solução de continuidade entre os surgidos em 30 e os de agora.

- Não foram, portanto, causas literárias somente que deram em resultado essa menor eclosão dos escritores novos?

- Realmente...

- E por que tem escrito pouco ultimamente?

- Para dizer a verdade, estou numa fase de "burrice"...

- Posso botar isso na entrevista?

- Não... Depois vão pensar que é modéstia, e não é... Mas eu tenho escrito. O que não tenho é publicado.

- Então os editores não lhe pedem mais livros como antigamente...

- Pedem, sim, e estou com um livro prometido aqui pro Zé Olympio. Já está até pago. Mas as razões econômicas pesam. Escritor não pode trabalhar quando tem de cuidar de outras coisas para viver. Ainda agora estou com um livro de outro para corrigir. E corrigir, nesse caso, significa refazer por inteiro!

- Se nós fôssemos levar isso que o senhor disse às conclusões finais, teríamos que concluir que somente o conforto pode gerar boa literatura. E as obras escritas nos maus períodos de vida? Não as há e grandes.

- Quais, quer me dizer?

- Ora, o senhor mesmo escrevia antigamente.

- Não foram coisas grandes. E naquele tempo eu vivia em Maceió, era a vida mais calma. Eu não tinha de pagar apartamento caro e tudo isso.

- E o livro que o senhor está escrevendo?

- É de memória. Memórias de infância e só até catorze anos. Quando vai sair não sei, porque já devia estar entregue há muito tempo. É possível que saia este ano ainda, porque faltam somente cinco capítulos num total de quarenta. Ainda não tem nome, e você podia dar um título para ele, não acha? É claro também que vou procurar retratar a época, pois um livro de memórias não exclui essa possibilidade e até a pede.

- Pelo que vejo, o senhor acredita na possibilidade de um homem depois de uma certa idade reconstruir a experiência da infância. O senhor não acha que os fatos poderão não aparecer como eram, mas como o senhor os vê hoje?

- Evidentemente, eu só posso escrever hoje para dizer como vejo aquelas coisas atualmente. Há portanto uma reinterpretação. Mas o escritor pode-se colocar na época e esforçar-se para reviver. Aliás, isso tudo pode ser julgado depois de lido o livro...

Graciliano falou mais ainda. E informou que não está escrevendo nenhum romance, mas que não sabe se foi o romance que brigou com ele ou ele que brigou com o romance.

- Para que mais romance? Já existe romance demais. Depois o papel está muito caro, e dizem que tem uma influência enorme na economia de guerra nacional. Depois da guerra é possível.

O entrevistado já estava de pé e a tarefa estava oficialmente terminada. Graciliano perguntou quando poderia ver a entrevista. Isso era muito importante para não acontecer com ele novamente o que houvera em um depoimento feito no interior. Foi o caso que mataram um judeu e Graciliano tinha de depor como testemunha. Mas havia um "arranjo" qualquer e tudo que ele dizia era escrito inteiramente diferente. No fim, a autoridade foi mandando assinar.

- Leia primeiro, para eu ver se concordo.

O sujeito foi lendo. E Graciliano foi ficando com raiva porque estava "uma peste" de mal escrito tudo aquilo e porque ele não tinha dito nada parecido.

- Eu não assino isso, porque não disse.

- Foi isso mesmo. Seu depoimento é este!

- Querem saber de uma coisa? Vocês querem me embrulhar? Então eu lhes declaro logo. "Quem matou o homem fui eu..."

ERNESTO LUIZ MAIA ERA O PSEUDÔNIMO A DOTADO PELO ENTÃO JOVEM JORNALISTA NEWTON RODRIGUES (1919-2005). ESTA ENTREVISTA, QUE FAZ PARTE DA NOVA EDIÇÃO DE O VELHO GRAÇA, DE DÊNIS DE MORAES, FOI PUBLICADA ORIGINALMENTE NA REVISTA RENOVAÇÃO (RIO DE JANEIRO, MAIO-JUNHO DE 1944, PÁGS. 9-10 E 30)

 

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.