Edilson Rodrigues/Agência Senado
Edilson Rodrigues/Agência Senado

Governo confirma Sérgio Sá Leitão no Ministério da Cultura

Jornalista foi secretário municipal de Cultura do Rio e presidente da Rio-Filme

Tania Monteiro, Igor Gadelha, O Estado de S.Paulo

20 Julho 2017 | 11h40

Correções: 21/07/2017 | 19h36

BRASÍLIA - Como antecipado pelo Estado, o Palácio do Planalto confirmou nesta quinta, 20, o nome do atual diretor da Agência Nacional do Cinema (Ancine), Sérgio Henrique Sá Leitão Filho, como o novo ministro da Cultura. 

Jornalista, Sérgio Leitão foi secretário municipal de Cultura do Rio e presidente da Rio-Filme. No primeiro governo Lula, foi chefe de gabinete do então ministro da Cultura Gilberto Gil e secretário de Políticas Culturais da Pasta. Na diretoria da Ancine desde abril deste ano, Leitão é ligado também ao ex-ministro da Cultura Roberto Freire (PPS), que deixou o cargo em 18 de maio, logo após a divulgação da delação da JBS.

O nome de Leitão teria o apoio de artistas como a atriz Suzana Pires e o cineasta Vladimir Carvalho, que participaram da sessão da Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado que aprovou sua indicação para a Ancine em abril.

 

Cobiça. O cargo de ministro da Cultura vinha sendo cobiçado por deputados, como Cristiane Brasil (RJ), filha do ex-deputado Roberto Jefferson, presidente do PTB. Em reunião nesta quarta-feira, 19, no Palácio do Planalto, porém, Temer avisou a Jefferson e a Cristiane que não iria nomear a parlamentar fluminense, pois já tinha convidado outra pessoa para o cargo.

"O presidente disse que a Cristiane tem sido uma guerreira, mas que já tinha convidado outra pessoa. Pediu que a gente não ficasse com raiva. Disse que, da minha parte, não havia problema", afirmou Jefferson ao sair do Palácio do Planalto. Delator do escândalo do mensalão do PT, o ex-deputado se reuniu com Temer junto com a filha, a convite do presidente da República.

O deputado André Amaral (PMDB-PB) também queria ser ministro da Cultura. Ele chegou a pedir ao líder do PMDB na Câmara, Baleia Rossi (SP), que intercedesse a favor dele. Contudo, o paraibano também enfrentou resistências. Com 26 anos, está em seu primeiro mandato como deputado, assim com Cristiane. Ele só assumiu o cargo efetivamente no parlamento em janeiro, após Manoel Júnior (PMDB) renunciar ao mandato para assumir como vice-prefeito de João Pessoa (PB). 

 

Correções
21/07/2017 | 19h36

Inicialmente, a matéria dava uma informação errada, que "a nomeação de Leitão para a Cultura contou com o apoio do cineasta Cacá Diegues, de quem Temer é muito próximo e com quem conversou nas últimas semanas sobre a indicação". 

Por meio de nota, Cacá negou que tenha se encontrado com Temer e responsabilidade na indicação de Leitão. "Nunca, em toda a minha vida, falei ou encontrei com o presidente Temer, não posso portanto ser o responsável pela indicação de Sergio Sá Leitão ao ministério da Cultura", disse. A informação foi confirmada pela reportagem e corrigida.

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