Fotos de exposição sobre Marilyn Monroe são retidas em SP

MAM deve exibir compilação de 62 imagens da diva feitas poucos dias antes de sua morte por Bern Stern

Marcel Gugoni, do estadao.com.br,

09 Outubro 2007 | 13h01

O Museu de Arte Moderna (MAM) do Rio de Janeiro adiou nesta terça-feira, 9, a abertura da exposição Marilyn Monroe - o mito porque as fotos levadas para a mostra foram barradas no Aeroporto Internacional André Franco Montoro, em Guarulhos. Segundo o curador da exposição, Geraldo Jordão Pereira, as obras foram retidas porque os fiscais não as consideraram obras de arte.   Veja também: Veja as fotos da exposição Marilyn Monroe - o mito    No total são 62 fotografias que estão paradas na alfândega esperando uma decisão judicial para a liberação. As fotos "foram expostas no museu de Paris e de Nova York e quando vieram para o Rio elas são barradas como não sendo qualificadas como obra", disse o curador. Após quase um ano de negociação e três viagens para os Estados Unidos, afirma Pereira, "fico espantado com esse transtorno". Atualmente, peças artísticas são transportadas sem cobrança aduaneira.   "A questão não é reconhecermos as fotos de Marilyn como obra. Só estamos cumprindo a lei", afirmou o inspetor chefe da Receita, José Antônio Gaeta Mendes. Segundo o oficial, a legislação exige que o importador guarde relação com o evento promovido para que as obras sejam consideradas isentas de imposto. "O promotor arranjou uma empresa que importa material elétrico para trazer fotografias. E isso não é permitido."   Mostra revela a intimidade de Marilyn, fotografada com pouca roupa e sem maquiagem  Fotos: Divulgação   As fotos da exposição do MAM foram registradas por Bert Stern, em 1962, algumas semanas antes de a diva ser encontrada morta, em 5 de agosto de 1962, aos 36 anos. A exposição já passou por importantes galerias, como Museu Maillol, em Paris, e por Nova York.   Elas retratam Marilyn em sua intimidade, com pouca roupa e sem maquiagem. Em uma das fotos, é possível observar a cicatriz de uma operação de vesícula feita pela atriz. Nascida em 1926, sob o nome de batismo Norma Jean Mortenson, Marilyn ficou famosa ao protagonizar Quanto mais quente melhor, O pecado mora ao lado e Os homens preferem as loiras. Nua, ela estampou o pôster da primeira edição de Playboy, em 1950.   Segundo o organizador, os lucros da mostra serão direcionados para 60 instituições filantrópicas que apóiam a comunidade carente da zona oeste do Rio. Pereira espera que ainda nesta terça consiga uma liminar para não ser obrigado a pagar a taxa de transporte das obras, que, segundo o curador, soma cerca de R$ 10 mil. A exposição tem data de abertura para a próxima quinta-feira.       Matéria ampliada às 17h53 para acréscimo de informações

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