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'Flor do Deserto' mostra história real de modelo somali

AE - Agência Estado

25 Junho 2010 | 10h 43

A personagem é magnífica e existe na vida real. Waris Dirie foi uma das modelos mais requisitadas do mundo fashion durante os anos 1980 e 1990. Quem via aquela escultura de mulher não adivinhava o drama que vivera na infância, e que carregaria para a vida. Ela mesma veio a público para contá-lo. Em depoimento à revista Marie Claire, revelou que havia sofrido mutilação genital quando era uma menina de 3 anos de idade.

"Flor do Deserto", dirigido por Sherry Hormann, é o filme que vem para contar essa história de vida, e advertir para uma prática que, dizem os militantes que a combatem, continua a existir em vários países africanos. Waris Dirie é interpretada pela também modelo e atriz etíope Liya Kebede, que esteve no Brasil para lançar a produção.

O filme mostra a trajetória da moça que chega a Londres quase sem falar inglês, consegue emprego numa lanchonete e, descoberta por um fotógrafo de moda, tira a sorte grande ao se iniciar no milionário mundo fashion. Não sem alguns acidentes de percurso, pois vivia na ilegalidade, tinha o passaporte vencido e precisou se adaptar rapidamente aos usos ocidentais para vencer.

O filme é comovente, em especial porque a história o é. No vai e vem entre a vida londrina e os flash-backs que levam a personagem de volta à Somália, cria-se um clima de suspense e desolação sobre seu destino. Hormann trabalha com delicadeza nessa superposição das duas fases. Inclusive acrescentando algumas pitadas de humor, que ajudam a amenizar a narrativa. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.