Festival de artes cênicas terá mais de 70 atrações no Rio

Passados a Bienal do Livro e o Festival Internacional de Cinema, o Rio vira, a partir de hoje, a capital brasileira das artes cênicas. Durante dez dias, a 8ª edição do riocenacontemporânea trará à cidade destaques da produção nacional e internacional. Entre os mais aguardados, espetáculos premiados que já impactaram platéias de outros pousos e algumas estréias, além da Mostra da Cena Portuguesa. As atrações passam de 70 (além de peças e de uma mostra universitária, também estão programadas performances, exibição de vídeos, leituras, instalações e outras manifestações artísticas, e mais oficinas e palestras). Os portugueses apresentarão quatro espetáculos de quatro grupos diferentes - entre eles, Stabat Master, dos Artistas Unidos, cuja protagonista, a atriz Maria João Luís, foi considerada a melhor de 2006 pela Associação Portuguesa dos Críticos de Teatro. No total, são 14 as apresentações estrangeiras. França, Reino Unido, Argentina e Itália mandaram representantes. Os argentinos da Cia. El Periférico de Objetos trazem O Manifesto das Crianças, criação coletiva; o ator e escritor britânico Tim Crouch, veterano dos festivais de arte de Edimburgo (considerado o maior do mundo do gênero), mostrará duas de suas peças mais importantes: A Árvore do Carvalho e Meu Braço. Dos grupos brasileiros, o público carioca espera Os Sertões e suas 26 horas de duração (divididas em cinco partes), já acompanhadas por paulistas, baianos e alemães. Baseada no clássico de Euclides da Cunha, a premiada montagem de Zé Celso Martinez Corrêa, encenada por seu Teatro Oficina Uzyna Uzona, ganhará o Centro Cultural da Ação da Cidadania - hoje cenário de festas badaladas, o galpão da zona portuária da capital abrigou, em 1996, a comentadíssima versão de As Bacantes, de Zé Celso. Também vinda de São Paulo, BR3, com o grupo Teatro da Vertigem e direção de Antônio Araújo, aportará com seu palco flutuante em 15 diferentes pontos da Baía de Guanabara (em São Paulo, ocupou trechos do Rio Tietê). Grande vencedora do último Shell, a peça usará um barco construído em parceria com a Universidade Federal do Rio de Janeiro. O público assistirá de uma balsa. A programação completa pode ser consultada no site www.riocenacontemporanea.com.br. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo

AE, Agencia Estado

05 Outubro 2007 | 10h12

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