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Emir Sader diz que Ana de Hollanda foi demitida; MinC nega

Petista aponta Jandira Feghalli como substituta; informação é negada

21 Outubro 2011 | 17h26

O Ministério da Cultura desmente a demissão de Ana de Hollanda do comando da pasta depois que o sociólogo e cientista política Emir Sader informou, em seu Twitter, que a ministra havia sido demitida. Em seu comentário, o petista diz ainda que a deputada Jandira Feghalli, do PC do B, assumiria a pasta em compensação à perda do Ministério do Esporte, ainda sob comando de Orlando Silva, que enfrenta acusações de envolvimento em um suposto esquema de desvio de recursos do Programa Segundo Tempo.

Em resposta a Emir Sader, também pelo Twitter, Jandira Feghalli afirmou que "não é verdade". Segundo ela, o PCdoB está unido em torno de Orlando Silva.

O colunista do Estado, José Roberto de Toledo, explica a situação também pelo Twitter: “Inimigos de @anadehollanda aproveitam crise para queimar ministra e propor roque do PT com PCdoB: Esportes por Cultura. Comunistas resistem.” A seguir, Toledo comentou: “Descobrir fontes anônimas de colunas de notas já foi um esporte divertido. Perdeu a graça. Plantadores se entregam no Twitter e Facebook.”,

Em fevereiro, em entrevista publicada pela 'Folha de S. Paulo', o sociólogo comentou o estilo de atuação da ministra, observando que ela poderia ter um papel mais firme no debate sobre a situação orçamentária de sua pasta. "Tem o corte, o orçamento é menor, e tem dívidas. Desde março não se repassou nada aos Pontos de Cultura. Teve uma manifestação em Brasília. Está estourando na mão da Ana porque ela fica quieta, é meio autista", disse.

No mês de junho, nova polêmica. Ana nomeou para a chefia da Representação Regional do Ministério da Cultura o produtor Valério Bemfica, que presidiu a gravadora CPC-Umes - a mesma que lançou o mais recente trabalho da cantora Ana de Hollanda, o disco Só na Canção (2010), no qual exercita o coté de compositora pela primeira vez.

Em entrevista ao Estado, Bemfica disse que saiu do cargo no CPC-Umes e também se desligou da produtora cultural que mantinha e que, portanto, não haveria conflito de interesses em suas novas funções no MinC. Afirmou que a gravadora não está na origem de sua amizade com a ministra e que a Umes só teria três projetos incentivados pelo MinC recentemente.

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