Desempenho de A Pedra do Reino desaponta anunciantes

As empresas Peugeot e Coca-Cola investiram pesado na microssérie da Globo

Agencia Estado

18 Junho 2007 | 14h11

O fraco desempenho de A Pedra do Reino, da Globo, desapontou o mercado anunciante. Pelo menos duas grandes marcas, Peugeot e Coca-Cola, investiram pesado na microssérie. Pagaram cada uma das duas cotas de patrocínio nacional com cerca de R$ 2,4 milhões. O intervalo comercial da produção também teve boas apostas: 30 segundos no break nacional de Pedra valia, pelo custo de tabela, R$ 145 mil em média. Precinho salgado para produto tão curto - cinco capítulos - e que chegou a ficar abaixo de dois dígitos no ibope. Pedra, que estreou com 12 pontos de ibope, teve sua audiência reduzida para 9 no capítulo seguinte e bateu nos 11 no terceiro capítulo. No mercado, o consenso é de que a produção esbarrou na dificuldade de adaptação do livro de Ariano Suassuna. Anos e anos atrás, ainda na era Boni, Benedito Ruy Barbosa e o chefão da Globo cogitaram adaptar esse mesmo romance de Suassuna. Após estudar o livro, o autor concluiu que sua transposição para a TV era muito complexa. No teatro, Suassuna chegou a brigar com Antunes Filho por não ter gostado da primeira adaptação do diretor, décadas atrás. A que estreou no ano passado, também da lavra de Antunes, foi mais bem-sucedida e reconciliou os dois gênios.

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