1. Usuário
Assine o Estadão
assine


Brasil é homenageado na Feira do Livro de Bogotá

AE - Agência Estado

05 Abril 2012 | 10h 27

No dia 18, a Feira do Livro de Bogotá abre a série de homenagens que o Brasil receberá em eventos literários nos próximos anos - Feira de Frankfurt, em 2103, e Salão do Livro de Paris, em 2014. Em um pavilhão de 3 mil m² cedido pela organização, haverá debates, leituras, palestras e exposições. A culinária brasileira também vai ser apresentada no espaço, que terá ainda área para crianças e uma livraria operada pelo Fondo de Cultura Económica.

Os colombianos terão à disposição 10 mil livros de brasileiros, em português e em espanhol, com destaque para as obras dos autores presentes ao evento. Entre os 50 escritores e ilustradores selecionados pela curadora Guiomar de Grammont estão nomes como Nélida Piñon, Marina Colasanti, Zuenir Ventura, Silviano Santiago, Ziraldo, Fernando Vilela, Cristóvão Tezza, Affonso Romano de Sant?Anna, Adriana Lisboa, Roger Mello, Daniel Galera e Daniel Munduruku.

A música brasileira também integra a programação. Marcelo Jeneci, Fernanda Takai, Mariana Aydar e quarteto Radamés Gnatalli são alguns dos artistas confirmados. Há espaço ainda para intercâmbio cultural. Pedro Luís, por exemplo canta com o uruguaio Fernando Cabrera.

A programação não ficará restrita apenas à feira. Exposições e shows levarão a cultura brasileira a teatros, centros culturais e universidades de Bogotá. A mostra "O Lugar do Escritor", de Eder Chiodetto, já exposta na Flip, ficará em cartaz no Centro Cultural García Márquez. Os visitantes da feira vão poder conhecer vida e obra de Clarice Lispector e Cora Coralina, em exposições já vistas pelos brasileiros no Museu da Língua Portuguesa. A cenografia do pavilhão é de responsabilidade de Daniela Thomas.

Quem comanda a participação brasileira, que vai custar ao Ministério da Cultura e ao Ministério das Relações Exteriores R$ 3,4 milhões, é a Fundação Biblioteca Nacional, que contratou a Câmara Brasileira do Livro para organizar o evento. Galeno Amorim, presidente da FBN, conta que o objetivo da organização é mostrar a pluralidade e a diversidade da cultura nacional. "Bogotá é o primeiro evento internacional de um novo período e vai nos ensinar muito. É uma espécie de ensaio geral para Frankfurt, mas não é um protótipo para as outras feiras", diz Amorim. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.