Bechstein faz mudanças de olho na China

Claude Debussy chegou a declarar em seu momento de auge que um compositor só deveria escrever música para piano se ele fosse um Bechstein. De fato, com sua sede em Berlim, uma das principais fabricantes de piano no mundo, a Bechstein, não costuma adotar um ar de modéstia ao falar de seu instrumento.

O Estado de S.Paulo

10 Outubro 2012 | 03h17

Mas, diante da crise que assola a Europa e diante da necessidade de buscar novos mercados, a empresa começará a produzir na China, de olho nos mais de 80 milhões de pianistas que hoje o país asiático produz. Hoje, dois terços dos 450 mil dos pianos fabricados em todo o mundo são vendidos na China, onde o instrumento passou a ser parte do curriculum de escolas no ensino fundamental por todo o país.

Em 2011, os lucros da fabricante alemã foram de apenas 2 milhões de euros, volume considerado preocupante. A empresa conta hoje com duas fábricas. Uma na Alemanha e outra na República Checa que, juntas, produzem 4,5 mil pianos ao ano com preços que variam de 30 mil euros a mais de 400 mil euros.

No entanto, dos mais de 300 mil pianos vendidos para a China em 2011, a fabricante alemã só fez chegar ao país 600 unidades. Um dos problemas que enfrenta é a tarifa de 45% de importação colocada por Pequim. Assim, para driblar essa taxa e passar a competir, a ideia foi fechar um acordo com uma fabricante local, a Hailun. / JAMIL CHADE

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