Av. Paulista se transforma em um Corredor Literário

O bibliófilo José Mindlin, que colecionou verdadeiras relíquias em sua biblioteca ao longo dos anos, é a mais perfeita tradução do prazer e do benefício provocado pela leitura. E é justamente esse adorável senhor, de recém completos 93 anos, que será o homenageado hoje na abertura da terceira edição do Corredor Literário, evento cujo objetivo é propagar o prazer pela leitura por meio do acesso às obras e autores, bem como pela promoção de uma série de atividades ao ar livre. A homenagem a Mindlin acontece no Instituo Cervantes, onde também vai participar outro importante nome das letras nacionais, o crítico, poeta e pesquisador Antonio Candido. Será o primeiro evento de um total aproximado de 200, que deverão agitar, até domingo, todos os pontos culturais localizados dentro e próximos da Avenida Paulista. "Já acumulamos bastante experiência nos dois primeiros anos do Corredor para fazer desta edição um evento com muita qualidade, com escritores importantes participando e diversas atividades na programação", comenta José Luiz Goldfarb, idealizador do programa desde 2005. Ele espera novamente bater o recorde de público - se foram 40 mil na primeira edição e 60 mil na segunda, agora a expectativa é atrair cerca de cem mil leitores. Para isso, um verdadeiro exército das letras foi convocado, distribuído em atividades que vão ocupar praticamente todos os horários dos dias. Uma das novidades deste ano é o novo espaço reservado para as mesas redondas e debates: o Hora da Razão, instalado no prédio da Fiesp. Lá, Marcelino Freire faz o primeiro debate, intitulado E Tenho Dito, a partir das 15 horas. Tony Bellotto fecha o dia, às 19 horas, falando sobre Suspeições. Discussões diversas estão programadas ao longo da semana. A influência da literatura em outras artes também figura na programação do Corredor Literário. É o caso da relação com o cinema, que poderá ser conferida no cine HSBC Belas Artes. A programação ainda inclui saraus e um passeio educativo para crianças e adolescentes. E os interessados em comprar livros devem rumar para o saguão de exposições da Fiesp. Lá, as editoras oferecem títulos a preços populares. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo

AE, Agencia Estado

08 Outubro 2007 | 12h16

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