Ator Sam Heughan fala sobre o sucesso na série 'Outlander'

Na pele de um dos protagonistas de "Outlander", série do canal a cabo norte-americano Starz que mistura romance e viagens no tempo, o ator escocês Sam Heughan de repente viu a si mesmo e ao seu kilt (saiote típico escocês) no centro das atenções.

PIYA SINHA-ROY, REUTERS

10 Setembro 2014 | 10h55

“Sempre acho bastante estranho quando as pessoas querem saber mais sobre o ator do que o programa”, disse Heughan a respeito de sua recente turnê pelos Estados Unidos para divulgar a série.

“Houve muitas perguntas sobre o saiote e o que está debaixo dele”, acrescentou com uma risada.

A estreia de "Outlander" no mês passado atraiu cinco milhões de telespectadores, a maior audiência multiplataformas da história da rede Starz.

Baseada nos livros da escritora Diana Gabaldon, a série acompanha uma mulher chamada Claire em uma viagem no tempo que a leva para a Escócia dos anos 1700.

Heughan, de 34 anos, interpreta Jamie, membro de um clã escocês que se envolve em um romance com Claire (vivida pela atriz Caitriona Balfe).

O ator conversou com a Reuters sobre o que o conquistou em Jamie, o que a atração tem a ver com o atual referendo independentista da Escócia e como ele se sente como galã.

P: Por que uma história passada na Escócia do século 18 encontra acolhida no público norte-americano contemporâneo?

R: Acho que (a autora Diana Gabaldon) cria um mundo para o qual você pode fugir, os mundos sobre os quais ela escreveu são muito amplos. Imagino que seja uma forma de escapismo para as pessoas, porque você vê tudo pelos olhos de Claire. Todo mundo gosta de imaginar como talvez fôssemos nessa situação, e embora haja o elemento da viagem no tempo, é um mundo muito realista.

P: A discórdia entre Escócia e Inglaterra no século 18 se reflete no referendo independentista da semana que vem, quando os escoceses votam sobre a separação da Grã-Bretanha. Como a série contribui para esse debate?

R: Suponho que seja inevitável ver um paralelo. A Escócia tem uma decisão realmente importante para tomar sobre seu futuro, seja qual for o período com o qual estejamos lidando, e sim, há muita política, mas não é tão preto e branco. Houve muitos escoceses no exército britânico, os clãs escoceses sempre lutaram uns contra os outros a menos que houvesse um inimigo em comum, que normalmente era o exército britânico. Espero que a série chame a atenção para a Escócia e faça as pessoas refletirem sobre as decisões que têm que ser tomadas. Acho que o programa veio na hora certa.

P: Que qualidades você admira em Jamie?

R: Ele é irrefreável, não se deixa afetar pelas coisas, pensa de maneira objetiva, o que eu gosto bastante. Tem a ver com o período, entender o que significava um homem dar sua palavra, ter a ver com honra e justiça também – hoje talvez não acreditemos mais na palavra das pessoas.

P: Qual é a sensação de ser o mais novo destruidor de corações?

R: Fico lisonjeado, sinto-me sortudo por ele ser um ótimo personagem. Você começa a ver a série e pensa que ele é uma coisa, mas descobre que é um fora da lei, e ele muda muito. Acho legal ver algo complicado. Ele é muito honrado e comprometido com sua palavra, o que nos tempos atuais acho admirável.

Mais conteúdo sobre:
GENTE SAMHEUGHAN OUTLANDER*

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.