Artistas brasileiros são destaque na Documenta de Kassel

Empresa alemã constrói especialmente para Ricardo Basbaum 20 bacias de metal

Agencia Estado

18 Junho 2007 | 14h11

Três artistas brasileiros participam da Documenta, uma das mais importantes exposições de arte moderna do mundo. Quem visita a Documenta já vê de longe a obra da artista brasileira Iole de Freitas: uma enorme escultura de acrílico e metal na fachada do museu Fridericianum em Kassel. A escultura, que se serpenteia na parte de fora do museu e continua no interior do edifício, foi criticada por políticos locais por desfigurar a fachada do pomposo museu Fredericianum, mas a maioria dos críticos de arte a elogiaram. Outro artista que está tendo bastante destaque é o paulista Ricardo Basbaum. Uma empresa alemã construiu especialmente para ele 20 bacias de metal com um furo no meio. Essas bacias circularam o mundo todo, passando por cidades como Dakar, Liubliana, Curitiba ou Cidade do México, e foram fotografadas por várias pessoas. Projeto de Basbaum Segundo Basbaum, essas pessoas escolhidas aleatoriamente se comprometeram a viver com o objeto por algum tempo e documentar as suas experiências. As fotos que resultaram do projeto mostram que as bacias foram utilizadas das mais diversas maneiras - desde banheira até travessa de salada. O projeto foi um dos primeiros a serem anunciados pelo curador da Documenta, Roger Buergel, no ano passado. Depois da Documenta, a viagem das bacias pelo mundo deverá continuar, promete Basbaum. O terceiro participante brasileiro é Maurício Dias, que junto com seu colega suíço Walter Riedweg mostra duas instalações de vídeo: uma sobre prostitutos em Barcelona e outra inspirada no alemão Hans Staden, que esteve no Brasil no século 16. Além disso, o arquiteto argentino Jorge Mario Jáuregui, radicado no Rio de Janeiro, mostra sugestões para melhorar a vida nas favelas.

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