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Artista plástico Marepe abre mostra individual em SP

AE - Agência Estado

04 Agosto 2010 | 11h 02

Mostra inédita do artista marca os dez anos de trabalho do artista baiano com a galeria paulistana

O artista plástico baiano Marepe abre hoje, para o público, sua exposição individual "Os Últimos Verdes", na Galeria Luisa Strina, em São Paulo. A mostra inédita marca os dez anos de trabalho entre o artista e a galeria. Ele atribui a essa parceria o fato de suas obras já terem sido expostas em respeitados redutos de arte pelo mundo, como o Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM-SP), o Centre Georges Pompidou, em Paris, e a Tate Modern, em Londres, além de participações nas Bienais de Veneza, de São Paulo, de Sidney e do Mercosul, e no Museu Reina Sofia, em Madrid, na Espanha.

Na Galeria Luisa Strina, Marepe, 40 anos, rememora símbolos da infância, passada entre Santo Antônio de Jesus, sua cidade natal no recôncavo baiano, e o município de Mairi, também na Bahia, onde viviam seus avós maternos. Dessas memórias, nasceram obras que se apropriam de materiais característicos de sua terra, para traçar a ponte do passado com o presente. Como acontece em Camas de Vento: camas desdobráveis - populares na região onde nasceu, cresceu e ainda mora o artista -, recriadas com asas. "A gente via muitos pássaros, como o Sangue-de-Boi, que é vermelho e preto, e o Sete Cores", conta.

Foi ainda criança que ele identificava elementos lúdicos em matérias-primas, aparentemente, inusitadas, mas que em suas mãos podiam se transformar em esculturas. Nem o chuchu escapava. "Eu brincava de fazer esculturas com legumes: pegava um pedaço e colocava quatro palitinhos, como se fossem pernas. Viravam bois. Essa brincadeira, aliás, é muito marcante naquela região", lembra.

Construída com bacias de metal, Metamorfose faz referência direta ao pai, também nascido em Santo Antônio de Jesus, mais especificamente à loja de construção onde ele trabalhava. O Coro de Lata reúne uma série de moringas, sobre as quais repousam funis de dendê, transformados em reluzentes chapéus.

Como Marepe gosta de trabalhar com diferentes técnicas e suportes, "Os Últimos Verdes" traz, ainda, uma série de fotografias de Santo Antônio de Jesus, feitas durante a década de 30. Dois bancos, talhados em formato de lacres de garrafas de champanhe, servem de assentos para quem assistir a um vídeo inédito e sem título, de 1999, que será exibido durante a exposição. Nele, o diretor Tadeu Jungle aborda assuntos como reciclagem e reaproveitamento de materiais. As informações são do Jornal da Tarde.

Os Últimos Verdes - Galeria Luisa Strina (Rua Oscar Freire, 502). Tel. (011) 3088-2471. Até 11/09. Segunda a sexta, das 10h às 19h; sábado, 10h às 17h. Grátis.

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