Festival de Buenos Aires
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ArCênico: Les Five Pays chega em 2018

As últimas informações do mundo do teatro

João Wady Cury, O Estado de S.Paulo

07 Dezembro 2017 | 02h00

Cinco artistas de teatro, um de cada canto do planeta, todos do mundo latino. Viraram grupo depois de se trombarem no Lincoln Center Directors Lab em meados de 2014 e fizeram juras eternas ou enquanto durasse o amor. Sim, este amor é lindo e tem nome: País Clandestino. Maëlle Poésy (França), Jorge Eiro (Argentina), Lucía Miranda (Espanha), Pedro Granato (Brasil) e Florencia Lindner (Uruguai) formam o grupo Les Five Pays. Falam espanhol, francês e português sobre as relações com seus países, contam histórias pessoais, enfim, a vida. A estreia foi há dois meses no teatro Las Condes, em Santiago, e depois no Festival Internacional de Buenos Aires. Pode comemorar: o desembarque em São Paulo se dá no início de 2018.

BANHO DE DRAMATURGIA 

São Paulo criou um modelo de núcleo dramatúrgico para formação de novos autores teatrais no Sesi e passou a exportá-lo nos últimos anos. Agora, a entidade no Rio de Janeiro começa a turbinar o seu próprio, criado há três anos, com eventos voltados para formação de dramaturgos. De amanhã, 8, a 13 de dezembro ocorre a Primeira Semana do Núcleo de Dramaturgia do Sesi Rio, no Oi Futuro Flamengo. A curadoria é do coordenador do núcleo carioca, Diogo Liberano, e tem entre os participantes os dramaturgos Márcio Abreu, Gustavo Colombini, Pedro Kosovski, além da coordenadora do núcleo paulista, Marici Salomão. A semana de dramaturgia carioca terá, além de mesas com discussões entre dramaturgos, leitura de peças e apresentações de cenas e performances. E o melhor, de graça. 

IBSEN IN THE BOX 

Encaixotaram o dramaturgo Henrik Ibsen (1828-1906). Quatro de suas grandes obras ganharam tradução direta do norueguês pelas mãos de Leonardo Pinto Silva e passam a ser vendidas em uma caixa com cinco volumes (imagem abaixo). São elas Espectros (1881), Um Inimigo do Povo (1882), Hedda Gabler (1890) e Solness, o Construtor (1892). Formam um catatau de 456 páginas, editado pela Carambaia, e está sendo vendido a 147,90 mangos. No balaio vai posfácio de Aimar Labaki sobre a obra de Ibsen.

REVOLTA SEMPRE

Brasil e Cuba, suas similaridades e contrapontos atuais e históricos, estão no centro da nova encenação da Cia Livre, de Cibele Forjaz, Lúcia Romano e Edgar Castro. A peça já tem nome: Revoltar. O texto é da dramaturga Dione Carlos e a direção de Vinícius Torres Machado. Estreia nos primeiros meses de 2018. O elenco terá Sergio Siviero, Sofia Botelho e Donizeti Mazonas, além de outros colaboradores que estão se integrando ao processo nas próximas semanas.

MANCADA LITERÁRIA 

Por empolgação desmesurada do signatário com o fato, foi trocada a data em que a dramaturga e escritora Priscila Gontijo concorreu como finalista do Prêmio São Paulo de Literatura com seu romance Peixe Cego. Não foi no ano passado em sim neste.

3 PERGUNTAS PARA NOEMI MARINHO

Dramaturga e atriz, gostaria de ser psiquiatra

1. O que é ser atriz?

É queimar pontes enquanto as atravessa.

2. Qual peça foi uma revelação?

Aos 13 anos, Édipo Rei, com Paulo Autran. Com o coração na boca aprendi o que era catarse na raça, da maneira mais clássica, crua e pura.

3. O que faz quando não está em cena?

Passo a vida enchendo meu embornal de tudo que sirva para inventar dramáticas simpatias.

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