Angélique Kidjo reúne elenco eclético e estelar em ´Djin Djin´

´Sedjedo´, com Ziggy Marley, mostra como a percussão pulsa forte nas canções

Agencia Estado

27 Junho 2007 | 14h12

Santana, Alicia Keys, Joss Stone, Peter Gabriel, Ziggy Marley, Branford Marsalis, Josh Groban, Amadou & Mariam. A cantora Angélique Kidjo não fez por menos e reuniu essa gente toda no álbum Djin Djin (EMI). Um elenco tão estelar quanto eclético poderia resultar em patchwork berrante, mas não. Além de atestar a credibilidade da cantora do Benin, esses nomes poderosos não estão ali para fazer figuração de apelo comercial. Cada um dá a colaboração sem ofuscar a cantora. Até porque, as bases dela são bem firmes e a voz continua estupenda e comovente. O estilo de cada convidado não é estranho ao universo sonoro de Angélique, que há tempos expande fronteiras, com o pé na África e a cabeça no mundo. Até com o baiano Carlinhos Brown ela trabalhou. Diz Angélique que Alicia Keys descobriu afinidade com o hip-hop quando ouviu a faixa-título do álbum, da qual participa com Marsalis. Joss Stone divide os vocais com Angélique numa versão inusitada de Gimme Shelter (Jagger-Richard). Em outro cover, Pearls (de Sade), há o encontro de Groban e Carlos Santana, cuja guitarra "dança e chora", como diz Angélique. Mais surpreendente é a adaptação do Bolero de Ravel, rebatizado de Lonlon. Mais seguras de boas soluções são as outras faixas, até porque atestam que Angélique continua viçosa como compositora. Sedjedo, parceria com Ziggy Marley, é um dos melhores exemplos e tem um arranjo vocal tocante. A percussão pulsa forte nas canções, mesclando ritmos de origem com a antena no global. Nem precisa entender direito as letras (que aparecem resumidas em inglês no encarte) para perceber a eficácia.

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