HÈLVIO ROMERO/ESTAD?O
HÈLVIO ROMERO/ESTAD?O

A mexicana Bárbara Colio estreia

A dramaturga mexicana Bárbara Colio é inédita no País e terá seu primeiro texto encenado no início de dezembro, marcando a reabertura do porão do Centro Cultural São Paulo. Premiada na Espanha e no México, Colio foi autora residente no Royal Court Theatre, em Londres, e no Writers Room, em Nova York. Pequenas Certezas é uma peça de humor e suspense sobre Mario, um rapaz que desaparece e deixa rastros de problemas e dúvidas sobre quem de fato era. As atrizes Mariana Leme e Rita Batata, também produtoras da montagem, estão à frente do elenco que tem Christiane Couto, Ivo Müller e Maria Fanchin, dirigidos por Fernanda D’Umbra.

João Wady Cury, O Estado de S.Paulo

26 Outubro 2017 | 03h00

BOMBA DE NÊUTRONS

A permissão dada pelos conselheiros do Condephaat, órgão estadual que pretensamente deveria preservar o patrimônio histórico, artístico e arquitetônico, caiu feito bomba no meio teatral. E logo no Bixiga, bairro que responde por 30% dos bens tombados da Capital e repleto de teatros. A decisão dos nobres conselheiros, além de contradizer o próprio tombamento de 1983, que protegia o entorno do imóvel e agora foi derrubado, vem a reboque de uma ausência de farta discussão sobre o tema. Opinião é como umbigo, cada um tem a sua. Mas é patético assistir a um encontro de especialistas que não discutem à exaustão o destino de um teatro reconhecido como um dos mais importantes do mundo – sim, o grupo do Oficina e o próprio José Celso Martinez Corrêa têm fama mundial pelo trabalho que fazem.

NADA A DIZER

Visite a página do Condephaat e procure os nomes de presidente, diretores e conselheiros. Páginas em branco.

 

BAÚ VAZIO

Quando lembra a última conversa com Silvio Santos, em agosto, Martinez Corrêa diz que argumentou sobre a idade avançada dos dois, ambos octogenários, e o que deixariam de legado para a cidade. “Silvio, logo a gente vai morrer”, disse o diretor. “Eu não vou morrer nunca”, replicou o dono do Baú. Então está combinado.

 

NADA FOI VISTO

A remontagem de O Rei da Vela pelo Oficina, que marca os 50 anos da primeira encenação e os 80 de Martinez Corrêa e Renato Borghi, no Sesc Pinheiros, está para lá de pudica. Incrível e inédito, todo o elenco está vestido.

Uma Fábula

Me chame de Harriet. A Tartaruga de Darwin, do dramaturgo espanhol Juan Mayorga, estreia em 17 de novembro, no teatro do Sesc Ipiranga, e tem no elenco Ana Cecilia Costa (foto), Tuna Dwek, Marcos Suchara e Diego Machado. Direção de Mika Lins.

 

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