REPRODUÇÃO/DISNEY
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'Tomorrowland', o nome da próxima saga da Disney

Longa tem previsão de arrecadar US$ 44 milhões apenas no final de semana de sua estreia nos EUA

Piya Sinha-Roy/LOS ANGELES, AP

25 Maio 2015 | 05h00

Numa quebra do mar de ofertas distópicas para públicos jovens adultos, o mundo de amanhã recebeu um tratamento glamouroso da Disney no mais recente filme de grande orçamento espetacular do estúdio. Tomorrowland – Um Lugar onde Nada é Impossível, que estreia nos cinemas americanos nesta sexta, dá vida na tela às primeiras visões de Walt Disney de uma utopia científica; um paraíso criativo brilhante num mundo paralelo resumindo o verdadeiro potencial da humanidade.

Mas Tomorrowland misteriosamente se perdeu, e a tarefa de recuperá-la e revitalizá-la recai em Casey Newton (Britt Robertson), uma adolescente briguenta com aptidão para a ciência. Sua crença numa terra futurista a leva numa jornada a Frank Walker (George Clooney), um ex-garoto prodígio que um dia foi seduzido pela promessa de Tomorrowland, mas agora está exilado e amargurado. “Eu amava como as coisas eram otimistas”, disse Clooney numa entrevista. “Amava a ideia de que se olhava para o mundo dizendo ‘o futuro não é o que vemos quando ligamos a televisão e ficamos deprimidos e inundados por aquilo’. Não precisa terminar desse jeito.” Não que o filme não toque no cinismo do mundo real que muitos podem sentir quado apresentados a uma visão de um mundo perfeito “disneyficado”, otimista, que pode ser alcançado pelo poder de crença e imaginação. “É preciso reconhecer o elefante na sala”, disse o diretor e coautor Brad Bird, que chamou os momentos cínicos do filme de “um personagem não creditado”, especialmente explorados com o personagem de Clooney.

Feito com estimados US$ 190 milhões, segundo a BoxOfficeMojo.com, o filme infantil da Walt Disney Co. se inspirou na atração futurista Tomorrowland dos parques temáticos Disney, que celebra as conquistas científicas. Ele presta homenagem às visões do próprio Disney e remete aos ideais do futuro dos anos 1960 e 1980, com propulsores a jato individuais e teletransporte. Mas o filme argumenta contra depositar todas as esperanças em um único visionário. Ele antes exalta a ideia de as pessoas se unirem, “É perigoso depositarmos toda nossa fé em (uma ) ideia ou naquelas pessoas, mas é realmente bom abraçar todo o bem que se pode obter dela”, disse Clooney. Espremido entre sequências de grande orçamento como Parque dos Dinossauros neste verão americano, Bird disse que Tomorrowland é “um filme original numa floresta de sequências”. As projeções indicam que a produção arrecadará US$ 44 mi em seu lançamento americano neste fim de semana.

Tomorrowland tem sua dose generosa de possibilidades hipotéticas. Entre as atrações planejadas para o filme que acabaram sendo cortadas estavam três experimentos gigantes que Casey supostamente faria e um laboratório interno que simulava padrões climáticos imensos acima da cabeças dos espectadores.

Havia também o curta de animação que revela a história original da Plus Ultra. Com seu visual da era atômica e voz sonora em off, o segmento é idêntico a um desenho educativo da Disney dos anos 60. O curta reúne muitos dos elementos retrofuturistas e pontos de referência visual do filme: naves espaciais e foguetes, fonógrafo de Edison, a Torre Eiffel, o Nautilus de Júlio Verne.

Dá para ver o curta online, porém, mas não espere por ele quando for ao cinema. “É um ótimo desenho, e nós todos amamos fazê-lo”, disse Chambliss. / TRADUÇÃO DE CELSO PACIORNIK

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