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Sucesso nas telonas, 'Casamento Grego' ganha sequência

Atriz Nia Vardalos, desta vez, põe foco em maternidade

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Cindy Pearlman,
NYT

21 Março 2016 | 20h40

Nia Vardalos nem sempre aceitou sua herança grega. “Quando era menina, queria que meu nome fosse Jane; queria ser magrinha e loira e não pelos no corpo aos 6 anos”, revela a atriz/roteirista. Hoje, aos 53 anos, ela já superou tudo isso. “Aceitei a minha etnia há muito tempo. Adoro ser grega”, prossegue Nia, por telefone, de sua casa em Los Angeles.

Mais que compreensível, já que o fato só lhe fez bem: escreveu e estrelou Casamento Grego (2002), um dos filmes independentes mais rentáveis da história. Rodado com apenas US$ 5 milhões e estrelado pelo ator de TV John Corbett e a então desconhecida Nia, explodiu nas bilheterias, faturou mais de US$ 350 milhões ao redor do mundo e ganhou uma uma indicação para o Oscar de roteiro.

Já faz 14 anos, mas o filme continua sendo uma presença na vida de Nia. “Em Nova York, sempre tem alguém que grita na rua ‘Olha a moça do Casamento Grego!’. Eu adoro, porque é isso mesmo que sou e sempre vou ser.”

Principalmente agora que vai repetir o papel de Toula pela primeira vez desde que a série My Big Fat Greek Life implodiu, em 2003, depois de rápida passagem pela TV. Em Casamento Grego 2, que tem estreia prevista para 31 de março, no Brasil, ela continua bem casada com Ian (Corbett), só que agora a filha está prestes a entrar na faculdade e a família Portokalos é abalada por uma revelação: seus pais (Lainie Kazan e Michael Constantine) nunca se casaram legalmente. Toula não consegue acreditar, já que a vida inteira ouviu que precisava se casar e ter filhos. Enquanto os pais se preparam para regularizar a situação, Toula também tem que lidar com algumas questões na própria família: além da filha, que está prestes a deixar o ninho, ela tem que reacender o casamento.

Os fãs tiveram que implorar por mais de dez anos para ter uma sequência. Por que uma espera tão longa? “A culpa é toda minha. No final do original, escrevi: ‘Toula e Ian são pais’.”

“Na verdade, a dificuldade de me tornar mãe foi bem real; até que finalmente aconteceu. No primeiro dia da minha filha na pré-escola eu chorei tanto, tanto, que as outras mulheres começaram a se afastar de mim”, lembra a atriz, que é mãe adotiva de uma menina de 11 anos. “Saí dali, cheguei em casa e comecei a escrever.” Na verdade, a sequência começou a ser escrita enquanto trabalhava em um livro, Instant Mom, sobre o processo de adoção que acabou com anos de frustração sua e do ator Ian Gomez, com quem está casada há 22 anos.

Em relação ao filme, Nia diz que o maior desafio foi manter o encanto do original e, ao mesmo tempo, aprofundar os personagens. “Fui bem fundo mesmo. Não tive medo de mostrar como é um casamento de verdade, nem como a família envelheceu”, recorda.” Só escrevo o que é melhor para mim. Assumo papéis que tenham a ver comigo”, acrescenta Nia.

 

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