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Tony Dejak|AP

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Spike Lee pede ação afirmativa de Hollywood e Michael Moore se junta a boicote

Diretor foi premiado com um Oscar honorário em novembro

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Reuters

19 Janeiro 2016 | 22h42

Nesta terça-feira, o diretor de cinema Spike Lee, que lidera uma campanha de boicote ao Oscar de 2016 pela falta de atores negros entre os indicados à premiação, convocou Hollywood a adotar políticas que abordem a questão da diversidade racial nos bastidores e em frente às câmeras.

Lee, que foi premiado com um Oscar honorário em novembro, disse que Hollywood foi deixada para trás pela música e pelos esportes, dizendo que faria sentido para a dinâmica empresarial da indústria do cinema e da TV refletir sobre a diversidade racial dos Estados Unidos.

"Como eu disse em meu discurso ao receber o Oscar honorário, é mais fácil para um afro-americano ser presidente dos Estados Unidos do que ser presidente de um estúdio em Hollywood", escreveu o diretor de "Chiraq" em sua página no Instagram.

Lee citou a NFL, liga nacional de futebol americano dos EUA, que exige que as equipes entrevistem candidatos pertencentes a minorias para ocupar o cargo de treinador e altos cargos executivos. "Por que não fazer Hollywood fazer o mesmo?", acrescentou.

A convocação de Lee por um boicote na segunda-feira aconteceu após o anúncio das indicações ao Oscar na semana passada, nas quais não há nenhum negro entre os 20 nomes para melhor ator e atriz e coadjuvantes. O diretor Michael Moore disse nesta terça-feira que se juntaria ao boicote, juntamente com Jada Pinkett-Smith, atriz e mulher do ator Will Smith, que não recebeu uma indicação por seu papel em “Um Homem entre Gigantes”.

O debate levou a uma rara declaração da presidente da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, cujos membros votam no Oscar, prometendo grandes mudanças sem, no entanto, especificá-las. "Estou de coração partido e frustrada com a falta de inclusão", escreveu Cheryl Boone Isaacs, que é negra, na noite de segunda-feira. "A mudança não está chegando tão rápido quanto gostaríamos. Precisamos fazer muito mais."

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