Spielberg rejeita comparações de 'Lincoln' com política atual dos EUA

O cineasta Steven Spielberg evitou comparar a política norte-americana atual aos fatos históricos retratados em "Lincoln", seu novo filme, que teve uma sessão especial na segunda-feira em Nova York, prenunciando muitos prêmios para o ator Daniel Day-Lewis no papel-título.

CHRISTINE KEARNEY, Reuters

09 Outubro 2012 | 20h17

Após a exibição no Festival de Cinema de Nova York, Spielberg admitiu que, para evitar uma clima de "futebol político", pediu que o filme só fosse lançado no circuito comercial depois da eleição presidencial de 6 de novembro.

O filme, que mostra a luta de Abraham Lincoln contra a escravidão nos Estados Unidos, chegará a alguns cinemas em 9 de novembro, a tempo de disputar a próxima edição do Oscar.

Ele observou que seu filme tem um aspecto que pode causar confusão, ao mostrar como os partidos políticos norte-americanos "trocaram de lugar político nos últimos 150 anos".

Lincoln, presidente entre 1861 e 1865, pertencia ao Partido Republicano, que foi fundado por ativistas antiescravidão e que na época era visto como radical, embora hoje o partido seja o baluarte do conservadorismo nos Estados Unidos.

Day-Lewis, duas vezes ganhador do Oscar, encarna um Lincoln carismático, hábil com as palavras e disposto a arriscar sua popularidade para conseguir os votos necessários para aprovar na Câmara o fim da escravidão.

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