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Série 'O Caçador' reúne grandes nomes do cinema nacional

Luiz Carlos Merten - O Estado de S. Paulo

20 Março 2014 | 15h 54

Marçal Aquino, José Alvarenga e Heitor Dhalia estão envolvidos no projeto estrelado por Cauã Reymond

Estavam todos na coletiva de lançamento de O Caçador, a nova série da Globo, que estreia em abril. O evento ocorreu na boate Cave, no Arpoador. Cauã Reymond, o traficante Playboy de Alemão, faz agora o policial renegado André. Condenado por um crime que não cometeu, ele vive com o desejo de se vingar. "Não é um policial, mas um drama criminal", define Marçal Aquino, um dos autores (com Fernando Bonassi) da história e do roteiro. Foio um projeto elaborado ao longo dos dois últimos anos. "Existe um tema recorrente, que percorre os 14 episódios e se soluciona no final. Em cada episódio, André, como caçador de recompensas, enfrenta nazistas, integrantes da Máfia italiana ou coreana, mas o drama de fundo permanece. Não vou dizer o que é para não tirar a graça. Trabalhamos demais para entregar o ouro antes mesmo que a série vá ao ar."

José Alvarenga dirige os seis primeiros episódios, Heitor Dhalia os seis seguintes. Um terceiro diretor faz o 13.º episódio e Alvarenga volta para o fecho. Ele estás feliz de fazer cinema na TV. "Não se trata só de trabalhar com um grande diretor de fotografia, como Mauro Pinheiro. A TV é herdeira do rádio. Fundamenta-se na palavra. Nossa série privilegia o silêncio, o não dito, a fisicalidade. Os olhos revelam mais que as palavras", resume.

Dhalia está feliz da vida. Ele confessa que lavou a alma com o sucesso de Serra Pelada na TV. "A série fez 20 pontos, seis a mais que a média do horário. Alvarenga fez um grande trabalho de edição, mas eu não estava errado. Meu filme é bom, o público dos cinemas é que não soube ver", diz. Alvarenga acrescenta. "Serra Pelada, como Amores Roubados, cria um novo patamar de entretenimento adulto na TV. Faz parte desse movimento que, em todo o mundo - veja o caso dos EUA -, está dando à televisão um novo patamar de criatividade. É importante que diretores como o Heitor participem disso."

Divertimento adulto pressupõe sexo, violência. Cléo Pires está no elenco. "Comigo não tem frescura. Se for preciso, tiro a roupa. O sexo com bom-gosto não ofende. E o que importa é o papel." O público pode ir-se preparando. Há um triângulo amoroso. Cléo é casada com o irmão policial de André/Cauã. As cenas, garantem os diretores, possuem alta voltagem erótica. Sophie Charlotte virou uma deusa na Globo com suas cenas 'quentes' em Serra Pelada. Cléo,. que já é uma deusa, deve incandescer ainda mais. Mas há..., como uma ex-prostituta que virou crente. Heitor Dhalia fica sem palavras. "ASlém de bela, é uma atriz intensa." E Cauã? Está feliz com o sucesso de Alemão, que vai fazer mais de 1 milhão de espectadores. "Era um absurdo que um diretor como o (José Eduardo) Belmonte não tivesse um grande sucesso de público. Taí. E o 2 agora vai."