'Piaf' faz retrato da mais popular cantora francesa

Edith Piaf ganha na atriz Marion Cotillard uma intérprete à sua imagem e semelhança

Neusa Barbosa, da Reuters

07 Outubro 2011 | 11h16

Edith Piaf (1915-1963), a mais popular cantora francesa de todos os tempos, ganhou na atriz Marion Cotillard uma intérprete à sua imagem e semelhança, como mostra no filme Piaf - Um Hino ao Amor, que entra em circuito nacional nesta sexta-feira, 12.     Veja também:    Trailer de 'Piaf - Um Hino ao Amor'  O longa foi selecionado na competição principal do Festival de Berlim deste ano. Cotillard, de 32 anos, transfigura-se para encarnar a cantora da juventude à morte precoce, aos 47 anos, como resultado de uma vida marcada por tragédias e pelo abuso de álcool e drogas. Nada disso, no entanto, impediu que Piaf encontrasse o caminho para o sucesso e um lugar definitivo no coração dos franceses. Ela tornou-se a intérprete inesquecível de canções como La Vie en Rose, Je Ne Regrette Rien, Padam-Padam, Rien de Rien, todas elas na trilha sonora do filme, algumas vezes na voz da própria Piaf, outras, na de Marion Cotillard. Sem a intenção de cobrir todos os episódios da vida de sua protagonista, recheada também de muitos amores, o filme de Olivier Dahan (Rios Vermelhos 2 - Anjos do Apocalipse) procura retratar sua personalidade. Nascida pobre, no bairro de Belleville, em Paris, filha de uma cantora de rua (Clotilde Courau) e de um contorcionista (Jean-Pierre Rouve), a pequena Edith passou um breve período da infância num bordel. Sua avó paterna era gerente do lugar e foi encarregada de seu cuidado depois que a mãe abandonou a família e o pai foi lutar na Primeira Guerra Mundial. Nesse ambiente, a menina de 5 anos (nessa fase, interpretada por Manon Chevallier) vira o xodó da casa, tornando-se a protegida de uma das prostitutas, Titine (Emmanuelle Segnier). Quando o pai volta da guerra, cai na estrada com a menina para uma vida mambembe. A rua será a única escola artística para Edith. É lá que ela começa a cantar e rapidamente torna-se uma atração maior do que o pai. Adulta, canta na rua, sozinha ou com uma parceira (Sylvie Testud), tendo como amigos bêbados, marginais e ladrões. Talento bruto, ela não passa despercebida do empresário Louis Laplée (Gérard Depardieu). Ele é o primeiro a identificar naquela voz de timbre agudo o potencial de uma futura estrela dos palcos. Também foi ele que a batizou como Piaf, palavra que num dialeto regional francês quer dizer "pardal". O nome se refere à pequena estatura da cantora, apenas 1,42 metro de altura. A conquista do posto de cantora no Gernys, o cabaré de Laplée, não demora a ser abalada por um assassinato, que interrompe temporariamente a carreira de Edith. Ela sobrevive, no entanto, a estes sucessivos altos e baixos, em que o acaso e as paixões fulminantes exercem um grande papel. Um dos maiores amores foi pelo boxeador de origem argelina Marcel Cerdan (Jean-Pierre Martins), um homem casado. Sem querer constituir uma cinebiografia completa, o filme deixa de lado alguns acontecimentos cruciais de sua vida, como sua colaboração à Resistência antinazista na França ocupada durante a Segunda Guerra Mundial.

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