1. Usuário
Assine o Estadão
assine
  • Comentar
  • A+ A-
  • Imprimir
  • E-mail

Padre brasileiro quer processar os produtores de 'Spotlight'

- Atualizado: 16 Fevereiro 2016 | 19h 39

José Afonso Dé, da cidade de Franca (SP), foi inserido na lista de sacerdotes condenados por pedofilia que aparece no filme

FRANCA, SP - A defesa do padre José Afonso Dé, da cidade de Franca (SP) e que foi inserido em uma lista mundial de pedofilia que aparece em Spotlight – Segredos Revelados, diz que vai processar os produtores do filme. A produção fala dos escândalos na Igreja Católica e o religioso foi citado por ter sido condenado por abuso sexual de adolescentes.

O padre foi condenado a 60 anos de prisão em primeira instância, mas seu advogado, José Chiachiri Neto, diz ter conseguido reverter no Tribunal de Justiça de São Paulo sete das nove acusações. “Já interpomos recurso para absolvê-lo em sua totalidade”, argumentou ao Estado.

Cena de 'Spotlight'
Cena de 'Spotlight'
Segundo o advogado, no julgamento anterior, um dos desembargadores votou pela absolvição total, mas outros dois votaram pela absolvição parcial. “Assim, em dois casos ainda é mantida sua condenação, mas aguardamos um desfecho favorável do recurso”, disse. “Quando sair o resultado, vamos à Justiça contra os produtores do filme.” Ele conta que será pedida uma indenização por lesão à honra, “devido à divulgação do nome do padre e da cidade de Franca no mundo todo”.

Os casos envolvendo o padre ocorreram em 2010 e as vítimas tinham entre 12 e 17 anos de idade. O religioso tem hoje 82 anos e, apesar de ainda pertencer à Igreja, foi afastado pelo Vaticano de qualquer atividade pública.

 

Comentários

Aviso: Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do Estadão.
É vetada a inserção de comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros. O Estadão poderá retirar, sem prévia notificação, comentários postados que não respeitem os criterios impostos neste aviso ou que estejam fora do tema proposto.

Você pode digitar 600 caracteres.

Mais em CulturaX