Warner Bros. Pictures via AP
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O retorno de 'Blade Runner' em 10 pontos essenciais

O novo longa estreia dia 5 de outubro e tem no elenco Harrison Ford, Ryan Gosling e Jared Leto

Magdalena Tsanis, EFE

04 Outubro 2017 | 09h41

Humanos e replicantes voltam a se encontrar 35 anos depois em Blade Runner 2049, sequência dirigida por Denis Villeneuve, cheia de homenagens ao filme original de Ridley Scott. O novo longa estreia nesta quinta-feira, 5, e tem no elenco Harrison Ford, Ryan Gosling e Jared Leto.

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O retorno de Blade Runner em 10 pontos essenciais

1) 30 ANOS DEPOIS

Blade Runner 2049 transcorre 30 anos depois depois da história original. O roteiro volta a ser assinado por Hampton Fancher, responsável pela primeira adaptação do romance de Philip K. Dick (Androides Sonham Com Ovelhas Elétricas), junto com Michael Green, colaborador habitual de Ridley Scott.

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2) SELO VILLENEUVE

O canadense Denis Villeneuve toma o testemunho de Ridley Scott - que também é produtor da sequência - e volta a demonstrar seu enorme talento como criador de imagens hipnóticas e esmagadoras, além de fazer parecer curtas as 2h43m que tem o filme.

3) O QUE NOS FAZ HUMANOS?

O filme de Scott se adiantou ao seu tempo ao plantar o debate sobre a engenharia genética do que nos faz humanos. A pergunta segue presente, mas de maneira mais difusa e sem contribuições novas. Há uma nova geração de replicantes, supostamente aperfeiçoados na sua obediência a humanos, mas com a necessidade de encontrar um sentido.

4) O MURO E A LUTA DE CLASSES

O novo Blade Runner acentua seu tom político ao expor questões como a necessidade de uma casta que se encarregue dos trabalhos mais sujos e degradantes, e de muros que lhes contenham, como bem explica Robin Wright, a chefe de polícia de Los Angeles, em um diálogo com o agente K (Gosling). Porém, não desenvolve essas ideias.

5) MENOS POESIA E MAIS ESPETÁCULO

Blade Runner 2049 é filho de seu tempo, no sentido de que nasce como uma super produção hollywoodiana pensada para impactar na tela, enquanto perde parte da poesia e sugestão que tinha seu precedente que, certamente, passou sem glória pelas salas de cinema e apenas com o tempo se converteu em obra de culto.

6) PLANOS E SEQUÊNCIAS EM HOMENAGEM

Villeneuve homenageia Scott com planos quase decalcados do filme original: as ruas obscuras e sujas de Los Angeles, tênuamente iluminadas por neons, a chuva caindo nos cristais que protegem o protagonista, ou uma piscadela à sequência final de Rutger Hauer no original, do famoso "vi coisas que você não acreditaria".

7) LOS ANGELES E MAIS ALÉM

Blade Runner 2049 tira a história dos confins de Los Angeles e a leva para um aterro empoeirado de San Diego, ou a uma Las Vegas pós-apocalíptica, envolta em uma neblina laranja por onde passeiam hologramas de Elvis Presley e Frank Sinatra.

8) MULHERES OBJETO

Em 2049 a publicidade seguirá ocupada por mulheres seminuas, a julgar pela visão de Villeneuve e companhia. Há robôs super sexys desenhadas para cumprir os desejos de seus donos, desde costurar um botão até sussurar palavras no ouvido. Não aparece nenhum exemplar similar masculino.

9) NIANDER WALLACE, UM NOVO VILÃO

Jared Leto dá vida a Niander Wallace, um novo criador de replicantes que tomou o lugar da extinta Tyrell Corporation. O mesmo homem que salvou o planeta de uma crise de alimentos global, com seus produtos geneticamente modificados, está obcecado em criar o replicante perfeito.

10) DECKARD, HUMANO OU REPLICANTE?

É a grande pergunta que se faz desde muitos anos pelos fãs de Blade Runner, acentuada pelo fato de que houve montagens diferentes do filme até que Scott apresentou a versão definitiva em 2007. A versão de Villeneuve vai esclarecer alguma coisa?

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