1. Usuário
Assine o Estadão
assine
  • Comentar
  • A+ A-
  • Imprimir
  • E-mail

'O Menino e o Mundo' é o intruso brasileiro em meio aos pesos pesados no Oscar 2016

- Atualizado: 15 Janeiro 2016 | 13h 00

Desenho animado do diretor Alê Abreu está entre os indicados

Cena de 'O Menino e o Mundo'
Cena de 'O Menino e o Mundo'

São 12 indicações para O Regresso, 10 para Mad Max - Estrada da Fúria, 7 para Perdido em Marte. Será 2016 o ano do cinema de ação? Há quem aposte tudo em Mad Max, apesar de O Regresso ser tido como filme em tese imbatível. A questão é se Hollywood vai dar o prêmio máximo, ou os prêmios principais, para o mexicano Alejandro González Iñárritu, pelo segundo ano seguido. Relembremos: ano passado foi ele o vencedor com Birdman. 

Enfim, para o Brasil, a grande notícia foi a inclusão do belo desenho animado de Alê Abreu, O Menino e o Mundo, entre os finalistas a melhor animação. É isso. Vivemos angustiados com a expectativa de emplacar um título nacional entre os concorrentes a melhor filme estrangeiro e então chega devagarinho uma animação linda, feita de maneira artesanal, e se coloca entre as finalistas. Já é uma vitória. O Menino e o Mundo enfrentará pesos pesados na disputa, a começar por Divertida Mente, da Pixar, tida como bicho-papão da categoria. A ver. Qualidades não faltam ao filme de Abreu, que já ganhou vários prêmios pelo mundo, inclusive o principal do Festival de Annecy, na França, meca do cinema de animação. 

Oscar 2016: indicados a melhor filme
Divulgação
A grande aposta

Michael Burry (Christian Bale) é o dono de uma empresa de médio porte, que decide investir muito dinheiro do fundo que coordena ao apostar que o sistema imobiliário nos Estados Unidos irá quebrar em breve. Tal decisão gera complicações junto aos investidores, já que nunca antes alguém havia apostado contra o sistema e levado vantagem. Veja o trailer.

E, justamente nessa categoria que tanto ambicionamos, a de filme estrangeiro, temos a presença de um vizinho latino-americano, o colombiano O Abraço da Serpente, belíssimo estudo em preto e branco sobre as origens indígenas do continente. Este também não terá vida fácil, em especial pela disputa com o húngaro O Filho de Saul, uma visão muito forte - e original - do Holocausto. Tema, lembre-se, predileto dos membros da Academia. O drama francês Cinco Graças (Mustang) ganha atualidade com os acontecimentos na Turquia. Aborda questões como a aspiração de liberdade em meio à comunidade islâmica do país. Tem boas chances, e é um belo filme. 

De resto, este é um Oscar de apostas complicadas. Há várias perguntas a serem respondidas: será a vez de Leonardo DiCaprio, afinal, levar a estatueta, depois de indicado e preterido quatro vezes? Ou emplaca a quinta decepção? Qual será a atriz? A charmosa Cate Blanchett, de Carol, ou a intensa Jennifer Jason Leigh, de Os Oito Odiados? Minha preferência seria pela maravilhosa e introspectiva interpretação de Charlotte Rampling em 45 Anos. 

No mais, esse quadro de indicados mostra que existem filmes que a Academia não leva mesmo a sério. Caso do sétimo capítulo da franquia Star Wars, que teve apenas indicações a prêmios técnicos. Com todas as suas limitações, a Academia ainda prefere gente a efeitos especiais.

 

Comentários

Aviso: Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do Estadão.
É vetada a inserção de comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros. O Estadão poderá retirar, sem prévia notificação, comentários postados que não respeitem os criterios impostos neste aviso ou que estejam fora do tema proposto.

Você pode digitar 600 caracteres.

Mais em CulturaX