Franck Robichon/EFE
Franck Robichon/EFE

Novo filme de Martin Scorsese estreia em dezembro

'Silence' começará a ser exibido em 23 de dezembro nos EUA, anunciou diretor durante premiação em Tóquio

AFP

18 Outubro 2016 | 10h03

O diretor norte-americano Martin Scorsese anunciou nesta segunda-feira, 17, em Tóquio a estreia de seu novo filme, Silence, marcada para 23 de dezembro nos Estados Unidos. 

O filme trata das perseguições dos cristãos no Japão no século 17. A data de estreia escolhida permitirá que ele concorra ao Oscar em 2017. 

Previsto inicialmente para 2015 e adiado em várias oportunidades, o filme chegará primeiro às salas dos Estados Unidos "a partir de 23 de dezembro", "durante seis ou sete dias", antes de seu lançamento mundial em janeiro, declarou Scorsese aos meios de comunicação. O diretor recebeu nesta terça-feira, 18, o Praemium Imperiale da Associação das Artes do Japão.

O novo longa do cineasta é uma obra inspirada no livro Chinmoku (O Silêncio, 1966), do escritor católico japonês Shusaku Endo, que relata a história dos missionários jesuítas portugueses do século 17, testemunhas das torturas às quais os japoneses convertidos foram submetidos.Entre os atores, figuram Andrew Garfield, Liam Neeson e Adam Driver. 

"É um filme que eu queria fazer há 27 anos, ou até mesmo mais tempo. Por diferentes razões, agora pude realizá-lo", disse Scorsese em Tóquio para receber a premiação conhecida como "o Nobel das artes".

Nascido em 17 de novembro de 1942 em Nova York, Scorsese recebeu em 1976 a Palma de Ouro de Cannes por Taxi Driver e o Oscar de melhor diretor em 2006 por Os Infiltrados. Também foi o diretor de filmes como O Lobo de Wall Street.

Entre os premiados neste ano na 28ª edição do Praemium Imperiale também figuram o arquiteto brasileiro Paulo Mendes da Rocha, representado na cerimônia por seu filho, Pedro Mendes da Rocha, a artista plástica francesa Annette Messager, o violinista Gidon Kremer e a fotógrafa americana Cindy Sherman. Os vencedores deste prêmio criado em 1988 pela Associação de arte do Japão receberão 15 milhões de ienes (cerca de 131.300 euros).

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