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MISHA JAPARIDZE| AP

Morre o cineasta polonês Andrzej Zulawski

Entre seus filmes, 'O importante É Amar' e 'A Mulher Pública'

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Luiz Zanin Oricchio,
O Estado de S.Paulo

17 Fevereiro 2016 | 13h22

Morreu na quarta, dia 17, aos 75 anos, o cineasta polonês Andrzej Zulawski, conhecido pelos filmes que fez na França, em especial Possessão, com Isabelle Adjani. O diretor sofria de câncer. A notícia da morte foi confirmada pela Associação de Cineastas Poloneses.

Natural da Polônia, Zulawski estudou no Idhec, em Paris, e voltou à sua terra natal para ser assistente de Andrzej Wajda. Estreia com um filme sobre a guerra e outro, Diabo, já com tonalidades fantásticas que caracterizariam sua obra. Fugindo à censura do governo polonês, volta à França onde passa a trabalhar. Fez seu nome com filmes de uma radical beleza, como O Importante É Amar (1974) e Possessão (1980), este com uma sensual Isabelle Adjani.

Casado com a atriz Sophie Marceau, com quem teve um filho, Zulawski dedicou à mulher quatro filmes, dos quais se destacam L’Amour Braque (1985) e Fidelidade (1999), um poema de amor louco em versão cinematográfica. Outro título bem recebido foi Minhas Noites São Mais Belas Que Seus Dias (1989). Seu último filme, Cosmo (2014), é pouco conhecido no Brasil.

Uma carreira irregular não significa fracasso. Apenas falta de continuidade, o que às vezes acontece com os maiores talentos dentro da indústria cinematográfica. Os pontos altos de Zulawski o colocam na história do cinema, que, esta, nada tem a ver com a indústria. Fica como cineasta artífice de um erotismo profundo, porém nada vulgar. Vale rever Possessão, talvez sua obra mais bem-sucedida. E vale, não apenas por Adjani.

 

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