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Moana, nova heroína da Disney, representa a importância da mulher na cultura da Polinésia

"Para nós, Ron e eu, o importante era honrar a cultura da Polinésia, seus mitos e a importância da mulher nessa cultura", diz diretor de 'Moana – Um Mar de Aventuras'

Luiz Carlos Merten, O Estado de S. Paulo

05 Dezembro 2016 | 05h00

Outra grande atração de sábado, 3, na CCXP foi o painel da Disney com os diretores de Moana – Um Mar de Aventuras. John Musker e Ron Clements falaram de sua heroína feminista e do risco de transformar o mar em personagem. Musker também comentou os 110 anos de nascimento do lendário Walt Disney nesta segunda-feira, 5. E os 50 anos de sua morte, no próximo dia 15.

Moana está sendo saudada como heroína feminista. O que pensa disso? 

Não era nosso objetivo criar uma heroína feminista, mas o público a recebeu assim e o estúdio está feliz com o sucesso do filme. Para nós, Ron e eu, o importante era honrar a cultura da Polinésia, seus mitos e a importância da mulher nessa cultura. Se isso faz de Moana uma feminista, que seja.

E o desafio de fazer animação debaixo d’água?

Era bem maior quando John (Lasseter) fez Procurando Nemo. A técnica se aprimorou muito e existem programas especiais na Disney-Pixar. Nosso maior desafio foi conceitual. Transformar o mar em personagem da saga de navegadores.

Neste mês se comemoram o nascimento e a morte de Walt Disney. O que representa isso?

Tinha 10, 11 anos quando Walt morreu. E chorei. Senti-me órfão, mesmo que tivesse pais maravilhosos. Ele foi muito criticado, mas, como artista, era extraordinário. Nos ensinou a sonhar, a não aceitar limites. Como visionário, fez avançar a animação e o cinema. 

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