1. Usuário
Assine o Estadão
assine
  • Comentar
  • A+ A-
  • Imprimir
  • E-mail

MIS realiza mostra em homenagem à atriz Helena Bonham Carter

- Atualizado: 08 Março 2016 | 19h 06

Curador André Sturm encantou-se com a artista quando a conheceu no Brasil

Em 1985, Helena Bonham Carter tinha apenas 19 anos quando James Ivory fez dela a Lucy de sua adaptação de A Room with a View, de E.M. Forster. O filme passou no Brasil como Uma Janela para o Amor. Não revelou apenas uma atriz. Ivory era um diretor de certo prestígio por seus filmes ‘indianos’. Com a cumplicidade do produtor Ismail Merchant, fazia filmes passados de preferência na Índia, e que celebravam a grandeza e a decadência das civilizações. Com Uma Janela para o Amor, algo passou-se. O filme foi indicado para diversos Oscars. Depois disso, e por um bom período, Ivory virou habitué nas indicações (e premiações) da Academia.

Vale lembrar isso agora que o MIS, que sedia a exposição dedicada a Tim Burton, oferece uma programação especial dedicada a Helena Bonham Carter. Não por acaso, ela foi mulher de Tim Burton de 2001 a 2014, tendo dois filhos com ele. Mas o ciclo, diz seu curador – e é o próprio André Sturm, diretor do MIS –, visa a homenagear, por meio de Helena, que completa 50 anos, o Dia Internacional da Mulher. “Conheci-a quando veio ao Brasil justamente para lançar Uma Janela para o Amor. Achei-a muito tímida. Quando começamos a conversar, percebi que atriz ela era. Tinha sotaque do norte, falava sem parar e intensamente. Ficamos horas conversando. Sempre que a vejo nos filmes, lembro-me deste encontro e da capacidade que ela tem de se transformar nas personagens mais diversas.”

Helena. Aos 19 anos, como heroína de Forster
Helena. Aos 19 anos, como heroína de Forster

Entre os filmes que integram a Mostra Helena Bonham Carter, dois são obras de James Ivory – o já citado Uma Janela para o Amor e Retorno a Howards End, outra adaptação de E.M. Forster. No primeiro, Helena vai para Florença com uma velha tia. Decepciona-se porque seu quarto não tem vista para o Arno, mas descobre o amor ao trocar o almofadinha Daniel Day-Lewis pelo impetuoso Julian Sands. O segundo trata de luta de classes e choques sociais na Inglaterra de 1910. Por ambos, Ruth Prawer Jhabvalla recebeu Oscars de roteiro adaptado.

Outros programas incluem o Hamlet de Franco Zeffirelli com Mel Gibson (e Helena como Ofélia) e o Frankenstein de Mary Shelley, revisto por Kenneth Branagh, com Robert De Niro. E não se pode esquecer de Meu Amor, Minha Perdição, de Thaddeus O’Sullivan, sobre respeitável homem casado que vira amante da cunhada, sob o mesmo teto na Inglaterra de 1930. Paul Bettany, Helena e Olivia Williams formam o triângulo. Elenco e visual (fotografia, direção de arte e figurinos) são impecáveis, para dizer-se o mínimo. 

MOSTRA HELENA BONHAM CARTER

Museu da Imagem e do Som Avenida Europa, 158. Tel.: 2117-4777. R$ 4. Até 12/3

Comentários

Aviso: Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do Estadão.
É vetada a inserção de comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros. O Estadão poderá retirar, sem prévia notificação, comentários postados que não respeitem os criterios impostos neste aviso ou que estejam fora do tema proposto.

Você pode digitar 600 caracteres.

Mais em CulturaX