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Meryl Streep esclarece situação em que disse ‘nós somos todos africanos’

- Atualizado: 26 Fevereiro 2016 | 13h 14

Atriz afirmou em texto que seu comentário havia sido tirado de contexto

Meryl Streep presidiu o júri do Festival de Berlim 2016
Meryl Streep presidiu o júri do Festival de Berlim 2016

A atriz ganhadora do Oscar Meryl Streep disse nesta quinta-feira, 25, que um comentário feito por ela, “nós somos todos africanos”, havia sido tirado de contexto, ao escrever no Huffington Post sobre a polêmica que criou em meio à controvérsia sobre a diversidade em Hollywood.

Streep, que neste mês comandou pela primeira vez o júri de cinema internacional no Festival de Berlim, afirmou que os seus comentários a um repórter egípcio durante uma entrevista sobre a familiaridade dela com o cinema da África e do Oriente Médio havia sido “distorcido”.

"Eu não estava minimizando diferenças, mas enfatizando a conexão invisível que a empatia possibilita, uma coisa tão central ao fato de ser humano, e o que a arte pode fazer: transmitir a experiência de uma outra pessoa”, escreveu a atriz.

A polêmica sobre o comentário se dá em meio a protestos sobre o fato de só atores e atrizes brancos terem sido indicados para o Oscar pelo segundo ano consecutivo.

A atriz acrescentou no seu texto, cujo título era 'Setting The Record Straight' (esclarecendo a história, em tradução livre), que ela não foi questionada na entrevista sobre o júri composto só por pessoas brancas no festival deste ano.

"Eu não ‘defendi’ o ‘júri todo branco’, nem defenderia se eu tivesse sido questionada nesse sentido. Inclusão - de raças, gêneros, etnias e religiões - é importante para mim, como eu declarei no início da entrevista à imprensa”, disse ela.

Os comentários da vencedora de três Oscars, uma das mais admiradas atrizes da sua geração, se tornaram rapidamente virais e alcançaram manchetes ao redor do mundo.

Streep afirmou que esperava que a atenção atraída pelos seus “comentários mal interpretados” fossem dirigidas para celebrar os vencedores do Festival de Berlim deste ano, entre eles Fire At Sea de Gianfranco Rosi, sobre imigrantes africanos.

 

 

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