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Evan Agostini|AP

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Leonardo DiCaprio e Michael Fassbender duelam por prêmios em 2016

Eles são favoritos na disputa de melhor ator no Globo de Ouro e no Oscar

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Alicia García de Francisco,
EFE

07 Janeiro 2016 | 04h00

A poucos dias da entrega do Globo de Ouro e das indicações para o Oscar, arma-se um duro duelo entre Leonardo DiCaprio e Michael Fassbender pela coroa de melhor ator (com permissão de Bryan Cranston e Eddie Redmayne).

O mexicano Alejandro Iñarritu presenteou DiCaprio com um desses papéis de arrasar em todos os prêmios: o de um caçador atacado por um urso nos Estados Unidos do século 19. A história, real, é contada no filme The Revenant (O Regresso).

Com uma interpretação baseada mais na atuação física que em diálogos, o ator tentará seu almejado Oscar após quatro indicações infrutíferas – por Gilbert Grape – Aprendiz de Sonhador, O Aviador, Diamante de Sangue e O Lobo de Wall Street.

Mas, ainda que seja um dos grandes favoritos, compete com atores que também brilharam em suas atuações.

Especialmente Michael Fassbender, preferido em todas as apostas por sua interpretação de Steve Jobs, cofundador da Apple, no filme do mesmo nome dirigido por Danny Boyle.

Fassbender recria com muita força um personagem complexo como Jobs, sem cair no costumeiro mimetismo com que muitos atores interpretam pessoas reais. É uma amostra do auge do ator, que dá outra lição de atuação em Macbeth e em poucos anos se tornou nome imprescindível do cinema mundial.

São dois atores de carreiras muito diferentes.

DiCaprio surpreendeu com apenas 18 anos em Gilbert Grape – Aprendiz de Sonhador, papel que lhe valeu a primeira indicação para o Oscar, de ator coadjuvante, e o projetou de modo fulgurante como grande promessa de Hollywood.

Entretanto, apesar de seu êxito e da participação em ótimos filmes – é habitué do cinema de Martin Scorsese –, aos 41 anos, ocupa mais páginas de revistas sensacionalistas, por seus romances com modelos, do que das especializadas em cinema.

E, mesmo tendo ganhado dois Globos de Ouro, não é dos atores mais bem tratados pela crítica, havendo resistência em lhe conceder o Oscar que busca há mais de 20 anos.

Muito diferente é a carreira de Fassbender, que debutou tardiamente, aos 24 anos, na televisão, para dar o salto para o cinema com um pequeno papel em 300. Mas foi só com o duríssimo Hunger, de 2008, quando já havia passado dos 30, que chamou a atenção pela interpretação do militante do IRA Bobby Sands, morto na prisão numa greve de fome.

O diretor era Steve McQueen, o mesmo que o escolheu para Shame, filme pelo qual ganhou a Copa Volpi de melhor ator no Festival de Veneza de 2011 e o consagraria.

Sua até agora única indicação para o Oscar foi como ator coadjuvante em 12 Anos de Escravidão, enquanto alternava papéis em sucessos de bilheteria como X-Men, atuando sob direção de David Cronenberg e Steven Soderbergh. A interpretação de Steve Jobs valeu-lhe agora a indicação para o Globo de Ouro e os prestigiados prêmios do Sindicato de Atores dos EUA (Screen Actors Guild, SAG), dando-se como certa a indicação para o Oscar. Exatamente como Leonardo DiCaprio.

A dúvida é se um dos dois ganhará o maior prêmio do cinema ou se algum outro competidor estragará a festa.

Os que mais sonham são Bryan Cranston, conhecido como protagonista da série cult Breaking Bad, que se destaca pela primeira vez no cinema pela interpretação do escritor e diretor Dalton Trumbo; ou o britânico Eddie Redmayne, que, no ano passado, levou a estatueta por A Teoria de Tudo e este ano tentará repetir com The Danish Girl (A Garota Dinamarquesa), no papel do pintor dinamarquês Einar Wegener, a primeira pessoa a submeter-se a uma operação de mudança de sexo. Sem esquecer de Christian Bale e Steve Carell, os dois protagonistas de The Big Short (A Grande Aposta). / TRADUÇÃO DE ROBERTO MUNI

 

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