Dale Robinette/Washington Post
Dale Robinette/Washington Post

'La La Land', que faz uma homenagem a Hollywood, é o grande favorito ao Oscar

Musical do jovem diretor Damien Chazelle recebeu ao todo 14 indicações

AFP

25 Fevereiro 2017 | 17h23

La La Land, uma ode à época de ouro dos grandes musicais de Hollywood e ao sonho de muitos de chegar à fama, é o grande favorito ao Oscar neste domingo.

O filme do jovem diretor Damien Chazelle, no qual Hollywood celebra seu próprio trabalho, recebeu 14 indicações ao Oscar, o mesmo número de Titanic (1997) e A Malvada (1950). A votação dos mais de 6.000 membros da Academia terminou na terça-feira e tudo indica que o musical deve dominar a premiação.

O evento deve começar às 17h em Los Angeles (22h de Brasília) e, ao que tudo indica, a cerimônia será marcada por discursos contra o presidente Donald Trump, ao mesmo tempo que tenta virar a página da polêmica racial dos últimos dois anos, desta vez com seis atores negros entre os indicados.

O tapete vermelho e as barreiras ao redor estão protegidos por plástico, já que a previsão é de chuva para Los Angeles no domingo.

La La... dez?, afirma a música de abertura de La La Land (Another Day of Sun), um número em que os sonhadores que buscam a grande chance na bilionária indústria do cinema dançam e cantan em uma avenida engarrafada de Los Angeles.

E entre estas pessoas está Mia, interpretada por Emma Stone, que fracassa em vários testes, mas no final conquista a fama sacrificando seu amor por Sebastian, interpretado por Ryan Gosling, que, por sua vez, sonha em abrir o próprio clube de jazz.

O filme conta uma história de amor, com direito a beijos, sorrisos, choro, tristeza... todo o coquetel de uma comédia romântica, com música, números de dança e muitas referências à antiga Hollywood.

O resultado deixaria o filme com uma estatueta a menos que o recorde de 11 no Oscar, compartilhado por Titanic, Ben-Hur (1959) e O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei (2003).

Stone, que dominou a temporada de prêmios, deve conquistar seu primeiro Oscar desde que, aos 14 anos, convenceu os pais a se mudar para a Califórnia para virar atriz. Uma história ao estilo La La Land.

No Globo de Ouro, ela venceu na categoria comédia/musical, enquanto a francesa Isabelle Huppert venceu na categoria drama por Elle, pelo qual também foi indicada ao Oscar. O filme narra a história de uma vítima de estupro que procura seu agressor.

"Se não vencer é porque ela faz parecer (seu papel) muito fácil. As pessoas gostam de ver a atuação e com ela você não percebe, isto é o que faz dela tão fantástica", declarou à AFP um dos editores da revista The Hollywood Repórter.

As demais indicadas na categoria de melhor atriz são Natalie Portman, por Jackie, Meryl Streep, que ampliou para 20 o recorde de indicações por Florence: Quem É Essa Mulher?, e Ruth Negga por Loving.

Branco e negro

Uma das categorias mais difíceis de prever é a de melhor ator.

De acordo com várias previsões, Gosling não tem chances e a disputa está entre Casey Affleck e Denzel Washington.

Aflleck foi indicado pelo drama Manchester À Beira-Mar, em que interpreta um zelador abalado e solitário, que precisa enfrentar seu trágico passado ao retornar a sua cidade natal para cuidar do sobrinho após a morte do irmão.

Washington está na disputa por Um Limite Entre Nós, do qual também é o diretor. O astro, que já venceu o Oscar duas vezes (uma estatueta de melhor ator e outra de coadjuvante), interpreta um homem tenta criar sua família na década de 1950, ao mesmo tempo que enfrenta o fracasso em sua vida.

Ao lado de Washington, e depois da polêmica do #OscarsSoWhite (Oscar tão branco) que chegou a provocar um pedido de boicote contra a Academia, também foi indicada Viola Davis, favorita na categoria atriz coadjuvante por Um Limite Entre Nós.

As outras atrizes negras indicados são a já citada Ruth Negga e, entre as coadjuvantes, Octavia Spencer por Estrelas Além do Tempo e Naomi Harris por Moonlight.

Além disso, Mahershala Ali é o favorito entre os atores coadjuvantes por Moonlight, filme que narra a história de um jovem homossexual negro que cresce em um bairro dominado pelas drogas e a pobreza de Miami.

O longa-metragem recebeu oito indicações, incluindo melhor filme e diretor para Barry Jenkins. De acordo com vários analistas, Moonlight, uma produção independente, é o único que tem alguma chance de evitar a vitória de La La Land na categoria melhor filme.

Os outros longas-metragens indicados para melhor filme são Manchester À Beira-Mar, A Chegada, Lion: Uma Jornada Para Casa, Estrelas Além do Tempo, Até o Último Homem e A Qualquer Custo.

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