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Keira Knightley é uma cantora em busca do sucesso em 'Mesmo se Nada Der Certo'

Filme marca mudança drástica na carreira da atriz britânica

Pedro Caiado , ESPECIAL PARA O ESTADO

23 Setembro 2014 | 03h00

LONDRES - Após um longo namoro com papéis em filmes sombrios e de época, Keira Knightley, a atriz britânica de apenas 29 anos, decidiu seguir em um novo rumo. Em Mesmo se Nada Der Certo, filme de pequeno orçamento (US$ 8 milhões), ela mostra um lado que surpreenderá a muitos: o de cantora. Certamente, o longa marca uma mudança radical para a estrela que tem dedicado muito da carreira a personagens de produções como Anna Karenina, Orgulho e Preconceito e Desejo e Reparação, entre outros.

Jovem, bem-sucedida e milionária, a inglesa, casada desde o ano passado com o cantor inglês James Righton, é dona de uma fortuna pessoal estimada em US$ 50 milhões graças a blockbusters como Piratas do Caribe e acordos comerciais milionários, como para ser o rosto de um perfume de uma marca de luxo.

Em Mesmo se Nada Der Certo, ela é Gretta, uma aspirante a cantora que tem uma chance ao encontrar um agente fracassado, Dan - vivido pelo norte-americano Mark Ruffalo. O californiano Adam Levine, vocalista da banda Maroon 5, vive o ex-namorado de Gretta e o cantor americano Ceelo Green também faz uma participação especial.

Certamente, o ponto alto do filme é ver a atriz soltar a voz. Entretanto, Knightley confessou em Londres, que não repetiria a experiência por nada. “Eu não acho que tenho uma voz boa”, ela revelou. “O mais aterrorizante foi saber que as canções só eram escritas dois dias antes de gravarmos em estúdio. Não tinha tempo para pensar, foi tudo muito rápido”, explicou. “Conversei com músicos sobre a minha experiência, que achava assustadora, e todos eles me diziam: ‘Não se preocupe, vai ficar excelente’. Eles não entendiam o meu medo. O pavor de uma pessoa que não é natural nesse ofício”, reclamou ainda. Entretanto, há algo convincente na atriz com um violão, cantando. Ela não concorda. “Não foi nada natural; isso é parte da atuação. Fico feliz por parecer natural, mas não foi”, disse a atriz, que já foi indicada para o Oscar pelo filme Orgulho e Preconceito, de 2005, com sua personagem Elizabeth Bennet. “Acho que muitas pessoas vão se identificar com os personagens Mesmo se Nada Der Certo que fala sobre pessoas que perderam tudo, mas que conseguem superar”, informa ela. 

Ainda sobre sua voz, ela explica. “A maneira como eu canto tem como base a visão que tenho da personagem; Gretta é tímida e não gosta de se apresentar ou de estar na frente das pessoas. E isso refletiu no modo como me apresento no filme”, reiterou. “Mas eu não gostei. Não sou cantora. Foi aterrorizante. A tensão naquele estúdio foi demais. Tudo que eu via eram pessoas que não pareciam estar muito felizes com o que ouviam.” E reclama mais. “Ninguém me ofereceu uma bebida para me acalmar. Eu gravei no mesmo estúdio por onde passou Jimi Hendrix.” Knightley admitiu que precisou tomar uma bebida alcoólica para conseguir realizar cenas em que parece tocar instrumentos. “Você não consegue fazer aquilo sóbria”, confessou. Revelou também ter recorrido à vodca para ajudar a relaxar nas cenas de nudez no filme de David Cronenberg Um Método Perigoso, em 2011. 

Improviso. O diretor irlandês, John Carney, mesmo de Once (2006), investiu bastante no improviso em Mesmo se Nada Der Certo. “O John me disse cinco dias antes de começar a filmar, que jogaria o roteiro fora e improvisaria tudo. Fiquei assustada, mas o resultado ficou bom”, lembrou. “O filme é uma canção de amor a Nova York. A energia daquela cidade é incrível e, por isso, foi tão importante que filmássemos nas ruas, mas nem sempre conseguimos autorização para isso. Literalmente, tínhamos que filmar e, quando éramos interrompidos, pulávamos atrás de uma van e caíamos fora”, ressaltou. 

Entre os próximos projetos da atriz está Everest, sobre expedição à montanha, protagonizado por Jake Gyllenhaal. Mas ela adiantou que, agora, quer atuar em filmes de ficção científica. “Eu quero fazer um filme sci-fi que seja bem sombrio, que ninguém ainda tenha feito”, acrescenta a atriz.

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