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Itália quer mapear cenários de cinema para ajudar produtores

Projeto de lei a ser debatido pelos deputados italianos busca facilitar consultas sobre locais e custos de filmagens

Ansa Flash

19 Outubro 2016 | 10h49

A Itália começará a debater na Câmara dos Deputados uma nova lei para o cinema que tem, entre outros pontos, um projeto para criar um site que mapeie lugares, monumentos e outros cenários para produções cinematográficas.

O portal tem a pretensão de mapear locais que são, em geral, procurados para filmagens, como palácios barrocos, praças medievais e, dessa forma, facilitar a vida da produção das obras. Isso porque os produtores poderiam acessar virtualmente e consultar as disponibilidades do local, as características e até os custos para filmagens nos cenários. Os trabalhos estão sendo feitos em parceira com o Film Commission de cada região.

Segundo o ministro dos Bens Culturais, Dario Franceschini, essa lei "é esperada desde 1965" e, com a aprovação do Senado, "deve ser aprovada na Câmara de maneira rápida".

"O cinema é um veículo de promoção do nosso país. O trabalho que estamos fazendo com a nova lei do Cinema é para trazer de volta grandes produções à Itália. Um filme italiano de qualidade ou um filme estrangeiro que se passa na Itália vale muito em relação à publicidade de turismo. Mais do que uma campanha publicitária paga", declarou Franceschini ao jornal Il Messagero.

Se tudo correr como esperado, a nova lei pretende entrar em vigor à partir do dia primeiro de janeiro de 2017. Franceschini ainda disse que a mudança significa mais recursos, já que estipula um fundo mínimo de 400 milhões de euros destinados a crescer em 2017. Isso porque, será fixado um recolhimento de cerca de 11% da arrecadação com o imposto de renda de empresas do setor e com o imposto sobre valor agregado.

"Assim, terminaremos com o debate de cada governo que, dependendo do momento e com base na situação das contas públicas, diminuía ou aumentava o Fus (Fundo Único para os Espetáculos), deixando a indústria cinematográfica com uma incerteza de valores", finalizou Franceschini.

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