Paris Filmes
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Ibero-América produziu 900 filmes e teve 0,92% da bilheteria mundial em 2016

Os filmes mais vistas foram as brasileiras 'Os Dez Mandamentos' e 'Minha mãe é uma peça 2'

EFE

17 Julho 2017 | 09h37

No ano de 2016, foram produzidos na região Ibero-americana 900 filmes, o que significa que esta zona foi a quarta do mundo em volume de produções, ainda que a arrecadação represente apenas 0,92% do total mundial, de acordo com a segunda edição do Anuário do Cinema da Ibero-América.

Enquanto os filmes estrangeiros na Ibero-América foram 4.515 e arrecadaram US$ 3,43 bilhões - o que supõe 8,89% da bilheteria mundial -, os 900 filmes produzidos na região arrecadaram no total US$ 355,6 milhões com 102,6 milhões de espectadores.

Devido ao fato de estes filmes ibero-americanos serem vistos principalmente em seus países de origem, a arrecadação fica abaixo de 1% a nível mundial.

O estudo, apresentado hoje na sede de Casa da América em Madri, analisa a situação em 22 países - 20 de fala hispana, mais Brasil e Portugal -, que contam com uma população de 677 milhões de pessoas.

Os filmes mais vistas foram os brasileiros Os Dez Mandamentos - O Filme, de Alexandre Avancini, com 11,35 milhões de espectadores, e Minha mãe é uma peça 2, de César Rodrigues, com 8,18 milhões de espectadores.

Esses dois filmes são seguidos pelos mexicanos ¿​Qué Culpa Tiene el Niño? , de Gustavo Loza, com 5,98 milhões, e No Manches Frida, dirigida pelo espanhol Nacho. G. Velilla, com 5,20 milhões, enquanto a espanhola Sete Minutos Depois da Meia-Noite, de Juan Antonio Bayona, teve 4,61 milhões de espectadores.

O país com mais filmes próprios estreadas foi a Argentina, com 208, o que representa 23,11% do total de 900 produzidas na região; seguido da Espanha, com 188 (20,88%), e Brasil, com 170 (18,88%).

Mas no que se refere a espectadores, foram os brasileiros os que mais cinema nacional consumiram, com 33,62 milhões de espectadores, seguidos dos mexicanos, com 31,27 milhões, e os espanhóis, com 16,46 milhões.

Os países analisados são Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, Cuba, Equador, El Salvador, Espanha, Guatemala, Honduras, México, Nicarágua, Panamá, Paraguai, Peru, Portugal, Porto Rico, República Dominicana, Uruguai e Venezuela.

O anuário foi elaborado pela Barlovento Comunicação e MRC e conta com o apoio da Fundação Euroamérica, a Fundação Ortega-Marañón e a colaboração de Casa da América. EFE

 

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