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Festival de Sundance abre as portas com vários filmes latinos na competição

Festival também mostra documentário de Spike Lee sobre Michael Jackson.

AFP

21 Janeiro 2016 | 19h28

A nova edição do Sundance, o festival americano de cinema independente criado em 1985 por Robert Redford, abre suas portas nesta quinta-feira nas montanhas nevadas de Utah com dezenas de filmes e documentários, entre os quais se destacam diversas produções latinas na competição. A pequena estação de esqui de Park City receberá, até o dia 31 de janeiro, Ellen Page, Rachel Weisz, Viggo Mortensen, Kate Beckinsale, Michelle Williams, Daniel Radcliffe e a cantora Selena Gómez, protagonistas de alguns dos nomes indicados.

"Acreditamos que o cinema independente evoluiu. Vemos isso através de três coisas: a profundidade da narração, a construção do filme e a experimentação", explica o diretor do festival, John Cooper. "Também sabemos que os filmes independentes têm uma grande audiência", apesar dos problemas de financiamento que persegue esta indústria, destaca. Muitas das produções são relacionadas a temas atuais, como o documentário sobre o jornalista americano James Foley, decapitado pelo grupo extremista Estado Islâmico (EI) em 2014. O festival também conta com o documentário "Newtown", sobre o massacre em uma escola de Connecticut (nordeste dos EUA), que matou 20 crianças e seis adultos em 2012.

"Cada vez que acontece um incidente como este, tenho a sensação de que ficamos mais insensíveis, por isso queria congelar este processo", conta sua diretora, Kim Snyder. Outros temas da atualidade tratam a situação da Cisjordânia com os colonos judeus, o casamento infantil no Afeganistão, o aborto e o assédio cibernético.

Desde a América Latina, competem por Melhor Ficção Internacional o colombiano "La ciénaga, entre el mar y la tierra", de Carlos del Castillo; o argentino-uruguaio "Mi amiga del parque", de Ana Katz e o chileno "Aquí no ha pasado nada", de Alejandro Fernández Almendras. O mexicano "Plaza de la soledad", de Maya Goded, e o peruano "When Two Worlds Collide", de Mathew Orzel e Heidi Brandenburg, figuram do lado dos documentários.

Trampolim para o Oscar. Um dos documentários mais comentados este ano é "Nuts", sobre um médico de uma pequena localidade do Kansas que enriqueceu durante a crise econômica curando a impotência masculina através do transplante de testículos de cabras. O cineasta Spike Lee irá apresentar uma obra biográfica sobre o cantor Michael Jackson, enquanto o presidente americano Barack Obama será o tema do filme "Southside with You", que conta sua história de amor com Michelle. A artista Rosanna Arquette, irmã da ganhadora do Oscar Patricia Arquette, chega ao festival com "Lovesong" e "Frank and Lola".

O Sundance foi considerado, nos últimos anos, um trampolim ao Oscar. Jennifer Lawrence estreou em 2010 no filme "Inverno da alma", que no ano seguinte lhe proporcionou sua primeira nomeação ao prêmio mais prestigiado do cinema americano.

"Boyhood" começou sua corrida até a estatueta dourada em 2014 e, no ano passado, "Brooklyn", que em fevereiro disputará três prêmios, entre eles o de Melhor Filme e Melhor Atriz para Saoirse Ronan.

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