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Estreia 'Extraordinário', adaptado do livro de R.J.Palacio sobre um garoto com deformidade no rosto

Aos 11, Jacob Tremblay, de 'Extraordinário', dá um conselho: 'Seja bondoso'

Mariane Morisawa, ESPECIAL PARA O ESTADO

07 Dezembro 2017 | 06h02

LOS ANGELES - Jacob Tremblay fez da campanha do Oscar no ano passado a mais fofa dos últimos tempos, subindo num banquinho para apresentar um prêmio e tirando fotos com os famosos que encontrou pelo caminho. Em O Quarto de Jack (2015) ele interpretou um menino nascido no cativeiro, onde vivia com a mãe (Brie Larson, vencedora do Oscar de melhor atriz), sequestrada ainda adolescente. Era um papel difícil para uma criança.

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Aos 11 anos, o ator canadense volta a encarar um personagem desafiador. Em Extraordinário, dirigido por Stephen Chbosky e baseado no best-seller de R.J. Palacio, Tremblay é Auggie, um garoto com síndrome de Treacher Collins, uma desordem craniofacial genética. Ou, como explica Tremblay em entrevista ao Estado em Los Angeles: “Ele tem um rosto diferente. Estuda em casa, até que seus pais decidem que talvez seja hora de ir para uma escola de verdade. O filme é sobre sua aventura na escola pública, onde faz amigos e sofre bullying. É uma história muito boa”.

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Para interpretar Auggie, contracenando com Julia Roberts e Owen Wilson, Jacob Tremblay entrou em contato com pacientes de um hospital infantil em Toronto. “Pedi para me mandarem cartas contando suas experiências”, disse. Ele colocou tudo num livro, bem como as fotos que tirou em encontros promovidos pela Associação de Crianças com Desordens Craniofaciais. “Isso me ajudou muito porque eu me lembrava sempre para quem estava fazendo esse filme e como estava ajudando.” O pequeno Tremblay engajou-se na campanha Seja Bondoso. “Aprendi que eram crianças como todas as outras que só queriam ser tratadas com bondade.”

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Miudinho para sua idade, Jacob às vezes lida com as brincadeiras de outras crianças na escola pública que frequenta, em Vancouver. Mas o fato de ser ator não é um problema. “A maior parte dos alunos não sabe, só alguns da minha classe. Eles me apoiam e têm orgulho”, disse. “Mas a gente não conversa tanto sobre isso, fala mais de futebol, coisas assim.” Quando está filmando durante o ano escolar, conta com um tutor no set.

Os últimos dois anos revolucionaram a vida do menino. “Tenho tido ofertas de bons papéis e feito muitas entrevistas”, disse Jacob. “Mas não mudei ainda para Los Angeles e espero não precisar”, completou. Também viajou o mundo inteiro: Europa, México, África, Ásia. Amou o Japão, “muito bonito e onde a comida é muito boa”. Em Londres, também, a comida é boa.

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Nas filmagens, nas viagens e mesmo na entrevista, o ator sempre está acompanhado pelos pais, o policial Jason e a dona de casa Christina, que têm também duas meninas, ambas atrizes. Das muitas pessoas que conheceu, a mais legal foi Leonardo DiCaprio. “É bom ator e bacana. É um bom exemplo.”

Jacob admite que tentou usar seu status para conseguir um papel no episódio 9 de Star Wars. Ele rodou O Livro de Henry com o diretor Colin Trevorrow, que estava a cargo do filme até ser demitido em setembro e substituído por J.J. Abrams. Jacob se ofereceu até para ser um Ewok bebê ou um dos droides. Fanático a ponto de nomear sua cachorra Rey, como a personagem de Daisy Ridley em O Despertar da Força, e ter várias naves construídas com Legos, tem esperança de conseguir um papel. Ficaria tão emocionado que seria capaz de desmaiar. “Ou ficaria tão vermelho, arruinaria a cena e me diriam que eu não podia mais fazer Star Wars”, acrescentou, provocando um “óóó” coletivo. 

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