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ESTREIA-Efeitos especiais salvam "No Olho do Tornado"

REUTERS

27 Agosto 2014 | 16h 18

Nada mais do que os caprichados efeitos especiais chamam a atenção em “No Olho do Tornado”, filme catástrofe que estreia nesta quinta-feira, em cópias 2D, 3D, I-Max e 4D.

Sem as pirotecnias digitais, a produção não passa de um amontoado de peças extraídas de outros sucessos do gênero, utilizando-se ainda do subterfúgio de falso documental, daqueles com câmera na mão.

A história, a princípio, tem dois foco narrativos. O primeiro é o dos caçadores de tornados, liderados por Pete (o comediante Matt Walsh) e a meteorologista Allison (Sarah Wayne Callies). Uma versão revisitada dos protagonistas de “Twister” (Bill Paxton e Helen Hunt, de 1996), sem o apelo romântico, mas com as numerosas discussões.

No outro núcleo está o pai, Gary (Richard Armitage), vice-diretor de uma escola na pacata cidade de Silverton. Seu filho mais velho, Donnie (Max Deacon), cinegrafista amador, está prestes a se formar e, a pedido do pai, filma com o irmão Trey (Nathan Kress) depoimentos de seus colegas de classe sobre o que almejam para o futuro.

Porém, em vez de ir à sua formatura, Donnie prefere a companhia de sua paixão, Kaitlyn (Alycia Debnam Carey), que precisa gravar uma reportagem nas cercanias da cidade. Sofreria apenas um castigo se não fosse o mega tornado que está se formando na região, ameaçando a vida de todos.

Não tarda muito para a equipe de Pete chegar a Silverton, mas sem prever a magnitude do ciclone, também se percebe em perigo. Em um ímpeto que se assemelha ao de “O Dia Depois de Amanha” (2004), Gary enfrenta a intempérie para salvar seu filho e, para isso, contará com a ajuda de Allison.

Com uma história sem grandes surpresas, o atrativo do filme é claramente a concepção visual, assinada por Marco Rubeo e Kirsten Oglesby. Claro que há exageros. Mas em um país onde os ciclones são uma realidade devastadora (destaque-se o furacão Katrina, em 2005), os efeitos devem ser extraordinários para impactar o público.

Como se trata de cinema-diversão, faz bem assisti-lo em salas que abriguem versões mais fervorosas, como as 3D ou 4D. Afinal, este filme se daria muito bem como atração em parques de diversão, como foi o “Twister”. Detalhe: repare na vaca voando, em homenagem ao sucesso de 1996.

(Por Rodrigo Zavala, do Cineweb)

* As opiniões expressas são responsabilidade do Cineweb