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Em 'Irmãs', Tina Fey e Amy Poehler falam de relacionamentos familiares

Amigas há 20 anos, atrizes protagonizam comédia interessante

Mariane Morisawa, ESPECIAL PARA O ESTADO

27 Janeiro 2016 | 04h00

LOS ANGELES - Amy Poehler é um dos nomes mais quentes da comédia hoje em dia. Ela e Tina Fey já dividiram quadros no humorístico Saturday Night Live e apresentaram juntas, por três anos seguidos, a cerimônia de entrega do Globo de Ouro. As duas atrizes agora estrelam a comédia Irmãs, de Jason Moore. Na comédia já em cartaz no Brasil, Poehler é Maura Ellis, e Fey, Kate. As duas irmãs, que estão na faixa dos 40 anos, entram numa vibração saudosista quando descobrem que seus pais vão vender a casa onde cresceram e resolvem dar uma última festa de arromba no lugar.

As comediantes se conhecem há mais de 20 anos e se consideram irmãs de coração. Em entrevista ao Estado, Amy Poehler fala de mulheres em Hollywood e de seu projeto online Smart Girls, que dá dicas espertas e bem-humoradas para meninas, adolescentes e jovens.

Por muito tempo, quando havia duas mulheres protagonistas, o comum é que elas brigassem o tempo todo, ou competissem entre si. Aqui não é nada disso. Foi algo que a interessou?

Sim. Foi divertido interpretar o relacionamento entre irmãs, o que sempre é complicado, mas, no fim das contas, uma sempre acaba apoiando a outra. Tina Fey e eu fizemos questão de interpretar uma dupla que não fica falando o tempo todo sobre como são diferentes e competindo. Porque, na minha experiência, os relacionamentos entre mulheres próximas não são assim. Quando você tem um filme produzido por mulheres e escrito por mulheres, os relacionamentos tendem a ser específicos e profundos.

Acha que faz diferença ter mulheres na produção, no roteiro, na direção? Muita gente acredita que não importa.

Um bom roteirista pode escrever de diferentes perspectivas. Mas foi ótimo ter um material original feito por Paula Pell, baseado em suas experiências com sua irmã. E, frequentemente, as duas estavam juntas no set, o que foi excelente como observação, pois nem Tina nem eu temos irmãs, só irmãos. Mas a verdade é que Tina e eu nos tornamos, há mais de 20 anos, irmãs de adoção.

Hoje em dia, as mulheres estão reinando na comédia, por exemplo. Por que isso é importante?

Qualquer voz nova é importante, seja de quem for, uma mulher, ou um ponto de vista diferente, que não vimos antes. O bacana é que a oferta está alcançando a demanda, as pessoas estão interessadas nessas histórias.

Por que quis fazer o projeto Amy Poehler’s Smart Girls na internet?

O início foi muito tempo atrás, como uma websérie. Tive vontade de fazer algo que gostaria de ter assistido quando era mais jovem. E aí começou a crescer. Hoje penso no projeto como um antídoto para algumas coisas que aparecem na internet, um lugar em que há conteúdo, informação, mas também diversão para essas jovens mulheres que me inspiram demais.

No Brasil, as mídias sociais foram usadas recentemente para campanhas de compartilhamento de histórias sobre assédio sexual e atitudes machistas que passam muitas vezes despercebidas.

Sim, a internet pode ser um equalizador. E não há muitos lugares para se esconder hoje em dia, o que é bom e mau. Você perde a privacidade, mas também é forçado a ser autêntico, algo que nem sempre precisava ser.

Jennifer Lawrence tem falado bastante sobre igualdade, inclusive de salários.

Eu a cumprimento por usar seu tempo e influência para discutir esse tipo de coisa. Acredito no pagamento igualitário em todos os empregos, não apenas em Hollywood. Mas, no fim, ela acaba ajudando a mulher americana comum, que ganha 70 centavos quando um homem na mesma posição recebe 1 dólar.

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