Confira os filmes premiados nos grandes festivais

Na programação estão '4 Meses, 3 Semanas e 2 Dias', do romeno Cristian Mungiu, Palma de Ouro em Cannes

07 Outubro 2018 | 17h35

Prêmios internacionais importantes não são certificados de garantia de que o tempo que você vai gastar para ver um filme laureado será bem-recompensado. Mas quase sempre indicam que o título tem um tema forte ou usa a linguagem de forma criativa. No clima certo, escolhê-los nunca é uma aposta errada. Na programação deste ano estão 4 Meses, 3 Semanas e 2 Dias, do romeno Cristian Mungiu, Palma de Ouro em Cannes, o alemão A Vida dos Outros, Oscar de melhor filme estrangeiro, e Lust, Caution, do chinês Ang Lee, vencedor em Veneza.   Veja também: Especial da 31.ª Mostra   O primeiro acompanha o dia em que uma estudante tenta ajudar uma amiga a fazer um aborto, na Romênia comunista dos anos 80. É também nesta época - e em um país sob regime comunista - que se passa o vencedor do Oscar. No filme do estreante Florian Henckel von Donnersmarck, um agente do governo da Alemanha Oriental tem de espionar um casal por quem acaba obcecado.   Já em Lust, Caution, Lee volta a falar do amor que encontra obstáculos para se consumar - como tinha feito em O Segredo de Brokeback Mountain. O relacionamento entre um chinês que colabora com os invasores japoneses e uma atriz ligada à resistência tem cenas de sexo quase explícito.   De Veneza, a Mostra também exibe o africano Estação Seca, de Mahamat-Saleh Haroun, vencedor do Grande Prêmio do júri, no ano passado. De Cannes, vem ainda a animação Persepolis (prêmio do júri), sobre uma menina que cresce no Irã durante a Revolução Islâmica. E Do Outro Lado, do alemão Fatih Akin, premiado por um roteiro que articula tempo e espaço (vai da Turquia à Alemanha) um pouco à maneira de Babel, de Alejandro Iñárritu.   Vencedor do César (o Oscar francês), Lady Chatterley é uma adaptação - longa e sensual - do romance de D.H. Lawrence em que uma mulher tem um caso com o empregado de sua mansão. E de Berlim vem o drama de soldados israelenses Beaufort, de Joseph Cedar, premiado como melhor diretor.   Crítica e público   Ignorados pelos júris das várias mostras de Cannes neste ano, eles conquistaram a atenção da crítica e do público que assistiu às exibições. Veja e descubra quem tinha razão. Le Voyage du Ballon Rouge (no alto) se apropria do clássico O Balão Vermelho, de 1956, em que um garoto era seguido por um balão. O filme francês do veterano chinês Hou Hsiao-Hsien tem Juliette Binoche no elenco.   Cristhophe Honoré, diretor de Canções de Amor (no meio) - e de Em Paris, também na programação da Mostra - adora o cinema francês dos anos 60. Este musical tem elementos de filmes de Jacques Demy e Jean-Luc Godard. E o sueco Roy Andersson carrega na maquiagem de seus atores para garantir a Vocês, os Vivos (acima) o clima bizarro bem-humorado de seus filmes anteriores.

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