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Clima ruim na entrega do Prêmio TAM de Cinema

Agencia Estado

09 Setembro 2004 | 20h 28

O cineasta Cláudio Assis, de Amarelo Manga, tentou mas não conseguiu atrapalhar a entrega do Grande Prêmio TAM de Cinema, produzido pela Academia Brasileira de Cinema, e que lotou ontem o Cine Odeon, na Cinelândia, centro do Rio. Ao ver Jorge Furtado e Hector Babenco anunciados como melhores diretores por O Homem Que Copiava e Carandiru, começou a chamá-los de imbecis. Lázaro Ramos, que representava Furtado, assustou-se e Babenco, ao ver que a provocação era com ele, calou-se elegantemente e esperou, alguns segundos, Assis ser retirado da sala pela segurança. Depois, o diretor de Carandiru elogiou Amarelo Manga e fez uma comovente profissão de fé no cinema e no Brasil, aplaudido em pé pela platéia. O incidente não durou um minuto e não impediu a confraternização do povo do cinema. A ABC comemorava os bons resultados de 2003 ? 50 filmes de longa-metragem, que ficaram com 22% dos ingressos vendidos no País. Comemorava também o patrocínio da TAM (R$ 1,6 milhão, sem recurso a leis de incentivo) que garante a realização do evento pelo menos até 2007. O Homem Que Copiava foi o grande vencedor. Levou cinco dos 17 prêmios de longas ? havia recebido sete indicações. Lázaro Ramos representou toda a equipe, presa em Porto Alegre no filme de Carlos Gerbase, e saiu carregado de troféus. O azarão foi Desmundo, com três prêmios técnicos (direção de arte, maquiagem e figurino). Selton Mello (melhor ator) mostrou como se pode ser elegante falando palavrões, ao agradecer e comemorar a láurea. A festa tinha tapete vermelho e pipoca servida com cerveja, refrigerante e prosecco. Paulo José (o homenageado da noite) foi com as filhas Bel e Clara Kutner, Caetano Veloso chegou com Paula Lavigne (cujo filme Lisbela e o Prisioneiro levou dois prêmios) Daniel Filho veio com Márcia (comemorando o convite para abrir o Riocine, no dia 23, com A Dona da História), Nelson Pereira dos Santos, Lázaro Ramos (de dreadlook) e a bela Simone Spoladore chegaram sós. Paulo José, nervoso, cuidava do texto que leria, contando como ganhou o papel de Macunaíma, "à maneira de Mário de Andrade (autor do romance que deu origem ao filme)". Cláudio Assis preferiu a batida de gengibre dos botequins próximos ao Odeon à bebida da festa. Amarelo Manga, seu primeiro longa, concorria a 13 categorias, o mesmo número que Lisbela e o Prisioneiro e uma a menos que Carandiru. Só levou um, de melhor fotografia (Walter Carvalho, que lhe agradeceu a oportunidade de fazer o filme). Fora do cinema, ainda vociferava. ?Esses prêmios de m... não têm a menor importância, só para jornais, que são todos idiotas?, reclamou antes de ser colocado num táxi. Dentro do Odeon, esquecido dele, o público se divertia com a cerimônia criada por Ivan Sugahara. A homenagem era a títulos seminais do cinema nacional que completam datas redondas em 2004: Deus e o Diabo na Terra do Sol faz 40 anos, O Desafio e Macunaíma e À Meia Noite Levarei Sua Alma fazem 35 anos e Carlota Joaquina, de Carla Camurati, completa 10 anos, como símbolo de bons ventos para a atividade. Cenas desses filmes eram exibidas em telões e seus personagens ganhavam vida para apresentar a premiação. Paulo José virou Macunaíma no palco e dedicou sua homenagem a Joaquim Pedro de Andrade. ?Devo muito a ele, que dirigiu também meu primeiro filme, O Padre e a Moça?, lembrou o ator. A festa entrou pela noite, espalhando-se pelo calçadão da Cinelândia até a madrugada. Veja relação dos premiados

Longa-metragem ficção - O Homem que Copiava Longa-metragem documentário - Nelson Freire Direção - Hector Babendo, por Carandiru Atriz - Débora Falabella, por Dois Perdidos numa Noite Suja Ator - Selton Mello, por Lisbela e o Prisioneiro Atriz coadjuvante - Luana Piovani , por O Homem que Copiava Ator coadjuvante - Pedro Cardoso, por O Homem que Copiava Fotografia - Walter Carvalho, por Amarelo Manga Direção de arte - Adrian Cooper e Chico Andrade, por Desmundo Figurino - Marjorie Duncan, por Desmundo Maquiagem - Vavá Torres, por Desmundo Roteiro original - Jorge Furtado, por O Homem que Copiava Roteiro adaptado - Victor Navas, Fernando Bonassi e Hector Babendo por Carandiru Montagem - Giba Assis Brasil, por O Homem que Copiava Som - Aloysio Compasso, Denilson Campos e Gabriel Pinheiro, por Nelson Freire Trilha sonora - João Falcão e André Moares por Lisbela e o Prisioneiro Longa-metragem estrangeiro - As Invasões Bárbaras, de Denys Arcand Curta-metragem de ficção - Bala Perdida, de Victor Lopes Curta-metragem documentário - Rua da Escadinha, 162, de Márcio Câmara Curta-metragem de animação - A Moça que Dançou depois de Morta, de Ítalo Cajueiro

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