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Clássicos vencedores do Oscar voltam a cinemas de São Paulo

- Atualizado: 12 Fevereiro 2016 | 15h 40

'O Poderoso Chefão', 'O Silêncio dos Inocentes' e 'Forrest Gump' serão exibidos em salas da rede Cinemark

Na expectativa do Oscar, a rede Cinemark reprisa três vencedores da estatueta dourada - O Poderoso Chefão (1972), O Silêncio dos Inocentes (1992) e Forrest Gump - o Contador de Histórias (1995).

Toda a rede exibirá os filmes a partir deste sábado, 13: Metrô Santa Cruz, Mooca Plaza, Tamboré e VillaLobos. Cada longa será reproduzido três vezes por semana, até o dia 2 de março, e os ingressos custam R$16. 

Cena de 'O Poderoso Chefão'
Cena de 'O Poderoso Chefão'
São três filmes muito bem escolhidos. Premiados, filhos do cinema comercial, mas que, nem por isso, abdicaram das qualidades artísticas que os tornam apreciáveis até hoje. Quando se discute a oposição (falsa) entre cinema de arte x cinema comercial deveríamos lembrar desses filmes que foram, a um tempo, artísticos e comerciais.

A começar pelo primeiro “capítulo” da saga da família Corleone, O Poderoso Chefão 1,  para muitos o melhor da série (embora haja quem prefira o segundo e outros, como eu, consideram os três como um todo, um conjunto indissociável).

Em todo caso, é neste Chefão que temos a figura impagável de Marlon Brando como Don Vito Corleone, o capo que veio menino da Sicília e se tornou o padrino da máfia nos Estados Unidos. O diretor, Francis Ford Coppola, usa o argumento da famiglia mafiosa para retratar o mundo ítalo-americano do qual proveio. Além disso, a saga dos Chefões é, também, uma análise sutil das formas de poder, nas quais muitas vezes a legalidade e o crime se dão as mãos, como sabemos muito bem. O ápice da história é a passagem do poder de Don Vito a seu filho Michael (Al Pacino). O filme tem um clima insuperável, personagens marcantes e um sabor marcante de Itália, Sabe a molho al sugo e vinho tinto. E, como os vinhos, pelo menos alguns, quando envelhece, melhora.

Em grau menor pode-se dizer a mesma coisa de O Silêncio dos Inocentes, de Jonnathan Demme. É um filme que impressiona pela densidade psicológica dos personagens, pelo clima de tensão e medo que impõe. Em especial, no duelo entre a policial do FBI, Clarice Starling (Jodie Foster), e o psicopata Hannibal Lecter (Anthony Hopkins). Lecter é um criminoso e é um gênio. Tenta vencer a policial penetrando em sua mente e descobrindo-lhe os pontos frágeis. O olhar penetrante de Hopking ficou celebrizado por este filme.

Já em Forrest Gump, de Robert Zemeckis, temos Tom Hanks em um dos seus papéis marcantes. Ele é um rapaz simples do Alabama, com QI considerado abaixo da média e que, no entanto, tem muitas histórias para contar. Atravessa os Estados Unidos correndo e convive, em alguns momentos, com alguns personagens reais do país. Gump, narrando em primeira pessoa, tem uma percepção aguda das coisas e das gentes. Como costuma acontecer com as crianças, lança um olhar fresco sobre o mundo e vê o que os muito “inteligentes” ignoram. A falsa ingenuidade, aliás, pode ser uma das artimanhas da verdadeira inteligência. Um bonito filme.

Veja os trailers:

O Poderoso Chefão

O Silêncio dos Inocentes

Forrest Gump

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