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Cenas de sexo podem impedir versão Blu-ray de 'Azul é a Cor Mais Quente'

25 Fevereiro 2014 | 14h 57

Empresas consideram conteúdo inadequado e se recusam a lançar filme no formato

Vencedor da Palma de Ouro no Festival de Cannes, o filme Azul é a Cor Mais Quente pode não ser lançado no formato Blu-Ray no Brasil por causa de seu conteúdo. Ou seja, determinadas empresas têm restrições às cenas explícitas de sexo entre as atrizes. A informação foi divulgada ontem, pela Imovision, a distribuidora brasileira.

"Depois das dificuldades encontradas para a replicação do DVD do filme Azul é a Cor Mais Quente, a Imovision procurou a empresa brasileira Sonopress, que replica seus títulos em Blu-Ray, mas a mesma se recusou e ainda alegou que nenhuma outra empresa faria o serviço", disse a empresa, em um comunicado.

"A Imovision então contatou a Sony DADC, que também se recusou a produzir o Blu-Ray do filme por considerar o conteúdo inadequado devido às cenas de sexo, apesar de o filme já ter sido classificado para maiores de 18 anos. O filme só poderá ser lançado em DVD até o momento. A Imovision, distribuidora do filme, lamenta o fato e busca alternativas para a replicação do filme em Blu-Ray no âmbito nacional."

Inspirado em uma novela em quadrinhos de mesmo nome que a francesa Julie Maroh escreveu quando tinha 19 anos, o filme mostra o romance entre duas mulheres vividas pelas atrizes Adèle Exarchopoulos e Léa Seydoux.

As cenas entre elas foram alvo de críticas até da própria quadrinista, que as descreveu como "pornô".