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'Bingo' é escolhido para disputar o Oscar pelo Brasil

Longa passará por série de avaliações até 23 de janeiro, quando serão anunciados os finalistas da premiação

Ubiratan Brasil, O Estado de S.Paulo

15 Setembro 2017 | 12h05

O filme Bingo: O Rei das Manhãs, de Daniel Rezende, foi escolhido para representar o Brasil na disputa pelo Oscar de melhor produção estrangeira. O anúncio aconteceu na manhã desta sexta-feira, 15, na Cinemateca Brasileira, em São Paulo. O longa passará por uma série de avaliações até o dia 23 de janeiro de 2018, quando serão anunciados os finalistas da premiação, prevista para 4 de março.

Bingo foi escolhido entre 23 inscritos, incluindo documentários e ficções. Neste ano, a seleção foi feita sob a coordenação da Academia Brasileira de Cinema, que fez um acordo de cooperação técnica com o Ministério da Cultura, único órgão que oficialmente pode inscrever o candidato brasileiro.

A parceria surgiu depois dos problemas do ano passado, quando a indicação de Pequeno Segredo surpreendeu - Aquarius era apontado como o melhor representante pela crítica especializada. A comissão montada pela Academia Brasileira de Cinema foi composta por Jorge Peregrino (presidente), Paulo Roberto Mendonça, Iafa Britz, David Schurman, Doc Comparato, João Daniel Tikhomiroff e Miguel Faria Jr.

Bingo dividiu a opinião dos críticos do Estado. Para Luiz Zanin Oricchio, Vladimir Brichta faz um palhaço autodestrutivo, inspirado em Bozo, figura da TV importada dos EUA nos anos 1980. "Rezende, em seu primeiro longa, consegue imprimir tensão máxima em uma saga pessoal nada exemplar, mas que termina em volta por cima como gosta o cinema", afirma o crítico

Já Luiz Carlos Merten, que gostou menos do filme, acredita que o longa, apesar de bem interpretado, salvar-se pela religião é meio inaceitável nesse momento de retrocesso.

* Wagner Moura tenta roubar o emprego de Vladimir Brichta em teaser de ‘Bingo – O Rei das Manhãs’; veja

 

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