Niklas Halle'n/ AFP
Niklas Halle'n/ AFP

Atriz Romola Garai diz que se sentiu 'violentada' por produtor americano acusado de assédio

Harvey Weinstein foi demitido do próprio estúdio depois de ser acusado de ter assediado sexualmente várias mulheres

O Estado de S.Paulo

10 Outubro 2017 | 11h39

A atriz britânica Romola Garai relatou nesta terça-feira, 10, como se sentiu "violentada" após uma reunião com Harvey Weinstein, em mais um depoimento contra o produtor americano acusado de assédio sexual.

Conhecida pelo filme Desejo e Reparação, a atriz contou ao jornal The Guardian que passou há muitos anos por uma audição "humilhante", que considerou um "abuso de poder".

"Eu tive que comparecer ao quarto de hotel dele no Savoy e ele abriu a porta de roupão. Eu tinha apenas 18 anos. Eu me senti violentada, ficou gravado na memória", conta.

Quando estava no quarto, ela sentou em uma cadeira e teve uma rápida conversa com o produtor sobre o filme, mas sentiu-se "depreciada pelo abuso de poder".

** Meryl Streep condena Harvey Weinstein, acusado de assédio sexual: “injustificável”

Para ela, o incidente reflete a maneira de Weinstein de se aproximar das mulheres da indústria do cinema, ao colocar jovens atrizes em "situações humilhantes" para provar que "tem o poder para fazer isto".

Weinstein foi demitido no domingo de seu próprio estúdio, Weinstein Company, depois de ser acusado de ter assediado sexualmente várias mulheres durante décadas.

Várias mulheres, entre elas as atrizes Ashley Judd e Rose Mcgowan, acusam-no de tê-las obrigado a vê-lo pelado, de tentar fazer que o massageassem, ou mesmo de propor ajudá-las em suas carreiras em troca de favores sexuais.

 

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