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Análise: ‘Rogue One’ nos deu o melhor momento de Darth Vader nos filmes de ‘Star Wars’

Filme, dirigido por Gareth Edwards, estreou nos cinemas brasileiros em 15 de novembro

David Betancourt, Washington Post

20 Dezembro 2016 | 16h32

(Atenção: Spoilers de ‘Rogue One - Uma História de Star Wars’) a seguir. Não seja tentado pelo Lado Escuro da força caso você ainda não tenha assistido ao filme. Esteja avisado.)

Darth Vader chegou para trazer agonia aos  épicos momentos finais de ‘Rogue One’. 

Antes de dissecarmos a experiência que é absorver toda a grandeza de Vader no filme  – que deve estar sendo reprisada na sua cabeça desde que você deixou o cinema e está tentando se conter para não arruinar o filme para os outros nas redes sociais –, vamos voltar no tempo para relembrar o que você havia pensado quando anunciaram filmes derivados de ‘Star Wars’. 

Muitos fãs perceberam alegremente que qualquer filme que aconteça no passado de Star Wars possivelmente mostraria alguma nova imagem de Darth Vader em ação com seu sabre de luz vermelho. Era uma suposição, mas imaginar Darth Vader no seu auge, colocando medo nos inimigos, com os efeitos especiais do século 21 e coreografia moderna levaria qualquer fã à loucura.

Honestamente, eu estaria feliz com Vader ligando seu sabre de luz apenas para checar se a bateria estava cheia ou para cortar uma fatia de pão. 

A contagem regressiva para a chegada de Rogue One, contudo, com cartazes e trailers, nos lembrava que não era um filme sobre Vader e sua participação seria curta. 

Então, quando finalmente vemos Darth Vader no miolo de Rogue One, ao dar uma bronca daquelas em Orson Krennic (interpretado por Ben Mendelsohn), faria sentido dizer a nós mesmos que aquela seria a única cena de Darth Vader que veríamos. 

Aquela primeira cena de Vader já havia nos dado muito. Um novo diálogo com Vader. Comentários sarcásticos vindos dele. O enforcamento com o uso da Força. Um vislumbre de Vader fora de sua armadura negra, se banhando em uma cápsula com uma espécie de líquido que deve ter sido criado para ajudar o vilão a lidar com as queimaduras sofridas durante a batalha contra Obi-Wan no Episódio III. Era lembrança de que o lorde Sith, apesar de ser imensamente poderoso, vive em constante dor e não só por ter seu coração partido. Nós até conseguimos ver os olhos de Vader enquanto ele está naquela gosma. 

Há muitos novos momentos de Vader e isso foi suficiente para satisfazer nossa ânsia por mais. Mas o filme segue até um ótimo final sombrio. A maior conquista de Rogue One é ser bom o bastante para você achar que aquela cena de Vader já era o bastante. 

Ao final do filme, quando nós estamos percebendo que a única forma possível para que os planos da Estrela da Morte sejam levados até os rebeldes demandará um sacrifício daquele esquadrão, bom, naquele momento, já estávamos tendo que lidar com emoções duras que filmes de Star Wars nunca haviam nos feito sentir. Você estava perdido demais nos seus sentimentos para pedir por mais Vader. 

Você estava assistindo ao provavelmente mais profundo e sombrio fiilme da franquia de Star Wars. Você estava percebendo que Rogue One realmente funcionava com um filme derivado único – e não haveria continuação. Você estava debatendo se seria melhor do que O Despertar da Força, de 2015. Você estava tão preso no transe que não estava preparado para o que vinha a seguir. Você estava exatamente no estado emocional que o diretor do filme, Gareth Edwards queria. 

Porque o detalhamento do mapa da Estrela da Morte ainda não estavam nas mãos certas. Ainda havia tempo para mais uma tentativa do Império em recuperá-los. 

Rebeldes correndo como crianças tentando levar os planos para onde eles deveriam ir? Não se preocupe. O Lorde Vader vai cuidar disso. 

E ele cuidou disso. 

Embora tenhamos testemunhado um raro momento no qual Vader falha, sua tentativa de conseguir aqueles planos e acabar com as esperanças dos rebeldes foi de tirar o fôlego. Literalmente. Senti pessoas ofegantes no cinema. Por que? 

Porque ele surgiu. Darth Vader. No escuro, sem dizer uma só palavra. Só a respiração metálica. 

O silêncio de Vader é perfeito. Sua mera presença é intimidadora o suficiente. Não há necessidade de dizer algo. Porque ele falaria quando qualquer pessoa na tela ou na plateia pode sentir a mesma emoção: o medo. 

Qualquer um que queria ver Vader em ação no filme Rogue One percebeu que aquele desejo estava prestes a se tornar realidade. 

É esse o momento em que você percebe que ele está prestes a acionar o sabre de luz. 

Nunca o som zumbido da morte soou tão incrível em um filme. Aquele sabre de luz vermelho e brilhante foi a cereja sobre o bolo em um filme que você não estava esperando ter, mas foi. Agora, você está encomendando o pôster de Rogue One online. 

Edwards não somente nos deu  algo que nós nunca imaginaríamos  ver – Vader fatiando adversários e usando a força para tirá-los do caminho – mas algo que os fãs de Star Wars nunca vão esquecer. 

Rogue One não precisava de Darth Vader para ser um bom filme, mas ver  o lorde Sith em ação como nunca antes visto dá ao filme um status de grandiosidade inegável.  

 

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