Frederic J. Brown/AFP
Frederic J. Brown/AFP

Análise: A América sob pressão poderá fazer escolha engajada no Oscar 2017

Disputa será 'La La Land' e 'Moonlight, Sob a Luz do Luar'

Luiz Carlos Merten, O Estado de S.Paulo

26 Fevereiro 2017 | 05h00

No ano passado, a grande dúvida do Oscar era uma fava contada - Leonardo DiCaprio iria, finalmente, ganhar sua estatueta de melhor ator? Este ano, o debate é mais intenso. A ausência quase total de afro-americanos em 2016 levou a uma mobilização em 2017. Mas não é o Oscar da cota racial. Os negros estão se fazendo representar pela excelência. 

A batalha é entre La La Land, de Damien Chazelle, e Moonlight, Sob a Luz do Luar, de Barry Jenkins. Pelos indicadores, La La Land leva. Denzel Washington vai repetir a surpresa do Sindicato dos Atores, vencendo por Um Limite entre Nós, que também dirigiu, ou Casey Affleck, por Manchester à Beira-Mar, confirmará seu favoritismo? Estamos a poucas horas das definições. 

Pode ser que, no limite, a Academia faça suas escolhas estética. Mas, nunca, na história recente da ‘América’ - nem após o 11 de Setembro e os desvarios de George W. Bush -, a nação esteve tão dividida. Donald Trump anima polêmica/rejeição por tudo o que faz. O Oscar será uma tomada de posição contra ele? Mesmo que, desta vez, não seja a melhor, a torcida é grande pela ‘superestimada’ Meryl Streep.

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