Danny Moloshok/Invision/AP
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Academia do Oscar busca reinvenção, afirma presidente

"Há uma maior consciência e responsabilidade para equilibrar gênero, raça, etnias e religião", disse John Bailey

AFP

06 Fevereiro 2018 | 11h18

Hollywood está a caminho de pulverizar seus piores abusos e de uma reinvenção, afirmou o presidente da Academia de Ciências e Artes Cinematográficas, que organiza o Oscar, John Bailey.

"A Academia está em uma encruzilhada de mudanças", disse Bailey no almoço de segunda-feira com os indicados ao Oscar, no hotel Beverly Hilton de Beverly Hills.

"Nós estamos vendo a Academia (de Ciências e Artes Cinematográficas) se reinventar diante de nossos olhos", afirmou.

"Há uma maior consciência e responsabilidade para equilibrar gênero, raça, etnias e religião".

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"O rochedo fossilizado de muitos dos piores abusos de Hollywood estão sendo pulverizados no esquecimento", completou.

"Nada deixa isto mais claro que a riqueza de muitos dos filmes indicados este ano", destacou Bailey.

A Academia, que tem em sua maioria homens brancos e idosos, foi muito criticada nos últimos anos por indicar artistas predominantemente brancos e fundamentalmente masculinos.

Mas a organização iniciou uma expansão e diversidade de seus integrantes.

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O ano passado marcou uma mudança com o prêmio de melhor filme para Moonlight.

A lista de indicados este ano é muito mais diversa, com vários indicados negros como Denzel Washington, Daniel Kaluuya, Mary J. Blige, Jordan Peele e Octavia Spencer.

Outras indicações celebradas foram as de Greta Gerwig, que se tornou a quinta mulher a disputar a categoria de direção, e Rachel Morrison, primeira mulher nomeada na categoria fotografia.

De Steven Spielberg, passando por Meryl Streep ao novo queridinho de Hollywood, Timothée Chalamet, todos os indicados posaram para a foto da "classe de 2018" do Oscar.

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